quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Me follow que eu te follow?

Sempre que alguém tenta explicar para um leigo o que é o Twitter ou sempre que usuários da rede social estão falando sobre ela, surge esta palavrinha mágica: followers.

O número de followers é mais ou menos como a bunda das modelos: pode ser lindo, mas todo mundo sempre quer mais.

Existem diversos métodos para aumentá-lo. O cara pode usar script para receber vários followbacks, pode adicionar usuários fantasmas como fez o Mano Menezes, ou pode passar uns 2 anos escrevendo sobre o acasalamento das placas de vídeo e esperar que a "relevância" venha a nado. Tanto faz.

Alguns destes são bons se usados direito, como os scripts, outros são estúpidos porque fantasmas não viralizam nem ectoplasma na rede, e finalmente aquele é pregado pela "meritocracia", excelente termo usado pelo Gravz para definir os que utilizam técnicas de SEO para inflar seus blogs com pára-quedistas mas condenam quem usa script no Twitter, é lento demais.

A "luta por followers" já assistiu até a uma celebridade como o Luciano Huck distribuir presentes em troca de mais seguidores. Patético, é verdade, mas o que não é patético nessas celebridades do "Mundo de Caras"?

Poucas coisas conseguem me causar mais a tal vergonha alheia do que esse pessoal. Poucas.

Quer saber de uma dessas coisas? O mendigo de follower.

Desde a fatal orkutização, o mendigo de follow é um personagem perene no Twitter. Por onde quer que se olhe, lá está ele.

"Só faltam mais 13 pra eu atingir 240 followers, me ajudem!" ; "Me segue que eu te sigo?" , "Queridos followers, respondam: devo ou não parar de seguir quem não me segue?"; "Poxa gente, me dá uma forcinha, só faltam 147 followers para eu chegar aos 150!".

Outro dia fui olhar a timeline de um indivíduo destes e de cada 10 twittadas suas, 11 falavam sobre o assunto "follower" ou "me seguir". É uma malice de doer. É uma declaração pública com firma reconhecida dizendo "sou um chato de galochas".

Imagino um cara desses chegando numa menina na noite. Deve ser algo mais ou menos assim: "fica comigo?fica comigo?fica comigo?fica comigo?fica comigo?", "Não? Pô, fica comigo que eu fico contigo!". :D

Preciso dizer mais?

Você pode ter 100 ou 10.000 followers no Twitter, o que vai te tornar interessante ou não para eles e para quem ainda não te segue é o conteúdo do que você escreve ali. Seguir alguém assim, como o carinha do "fica comigo que eu fico contigo" é algo como ir no Mc Donalds, comprar um cheeseburger e pagar a conta devolvendo um outro cheeseburger para a atendente.

Não existe intercâmbio de interesses, não existe aquela coisa do "eu te ofereço o que você quer e você me paga com o que eu quero".

Seguir e ser seguido é isso: você é interessante e em troca as pessoas se interessam pelo que você diz. A diferença pode parecer tênue, mas na prática nem é tanto.

Experimente fazer isso, experimente falar de algo a mais do que "seguir, seguir, seguir" e veja o resultado.

Se não quiser, tudo bem, direito seu.

Mas como bom mendigo que é, me envie seu endereço que eu te mando uma moedinha de 5 centavos pelo correio. Vale menos do que o frete que vão me cobrar, mas com certeza vale mais do que o você tem a dizer.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Egoblog

Andei passeando pelos blogs brasileiros considerados mais famosos e (argh) "relevantes" por eles mesmos.

Sim, o início da distorção é este: são eles próprios que decidem seu peso na blogosfera.

Número de acessos também conta, é claro, mas nunca vi nenhum membro da elitosfera dizer que a Bruna Susfistinha é relevante, apesar de milhares de acessos, livros e o escambau, o que leva a crer que visibilidade, visitação e "fama" não contam muito.

O que conta então? Achismo.

Podem chamar de "choro", tanto faz, não me importa o que digam, mas é um método de avaliação mais ou menos fácil e cômodo. Você aplica a prova, responde às questões e corrige, no final dando um "10" pra você mesmo.

Digamos que um blog "ifluente" da tal bostosfe, quer dizer, blogosfera tenha 10 mil acessos diários e uns mil comentários em cada post. Veja que exagerei, porque alguns que se consideram o último biscoito Bono do pacote não tem nem 10%,20% disto que chutei.

Mas tudo bem, digamos que tenham e coloquemos isto frente ao número de internautas do Brasil e ao tráfego diário da rede: não é nada. É um gueto e só.

Mas como são eles mesmos, junto a algumas empresas que querem passar uma imagem descolada que formam este "mercado", a coisa é extremamente interessante: eles se definem como relevantes e dividem assim o bolo do que vier como "lucro".

Mas não quero fazer aqui muro das lamentações sobre isto, não preciso que ninguém me dê brindes ou mimos, graças a Deus meu trabalho me proporciona o direito de compra-los quando desejo, este não é o ponto.

O que me deixou pasmo é alguns destes blogs não terem em seu conteúdo, o tal conteúdo "relevante" e de "qualidade" que eles tanto apregoam, muito assunto diferente.

Quando não estão fornecendo receitas sobre "como fazer um blog de sucesso", estão listando "10 coisas que se deve fazer para ser relevante" ou contando "o que fiz para ser um blogueiro famoso, influente e ganhar algum dinheiro com isso".

Tem também os posts contando sobre as últimas impressões de algum brinde ou boca-livre que ganharam graças ao fato de andar sobre o tapete vermelho da blogosfera, o que pensam dos outros blogs, o que pensam sobre o que as pessoas pensam deles mesmos, o que pensam sobre o que pensavam quando escreveram um post em 2003(pra mostrar antiguidade) e, claro, mais alguns posts ensinando "como seguir o caminho dos vencedores no...mundo dos blogs!".

Resumindo: eu, eu, eu.

O conteúdo é pobre, talvez por isto não rompam demais a barreira dos sites sobre tecnologia, revistas especializadas e tudo mais que for relacionado ao restrito público de quem se interessa pela blogosfera.

"Mas eu apareci no Estadão!", "E eu fui convidado a palestrar sobre como monetizar o Twitter no BoondoggleCamp 2009!".

Peanuts. Isso não é nada. Representa muito pouco até mesmo para o já restrito público internauta brasileiro.

Podem até falar que é bem mais do que eu já consegui, mas ainda assim é bem pouco e lembro que eu não me dedico a esta função, isso pra mim é catarse, diversão, faço pelos elogios e não por dinheiro ou "influência", logo, pouco importa.

Mas é extremamente desagradável ver gente que tem como principal assunto o "eu", ficar por aí ditando regras sobre o que é válido ou não.

Podem dizer que é direito deles fazer isso, concordo, mas é direito e dever de qualquer um que abomine a mistificação jogar uma luz sobre isso e não aceitar o engodo.

As pessoas tem todo direito de passar a vida falando num blog sobre "como eram verdes os anos da minha infância" ou "foi assim que me tornei xerife do Blogger e delegado no WordPress ", mas não tem nenhum direito de criticar alguém por falta de conteúdo, quando o que produzem é, a rigor, um verdadeiro passeio pelas suas próprias entranhas.

São conceitos relativos, é verdade, mas até mesmo por isso não considero nada do que essa gente diga como lei.

Pra mim, egoblog não é relevante. E ponto final.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Laranja, azul, verde, vermelho

Este título não foi uma tentativa de fazer um post arco-íris. Mesmo porque o fenômeno tem mais do que quatro cores e certamente bem menos cores do que o prisma do descaso público no Brasil pode nos oferecer. Tristes cores.

Escrevo isto porque passo quase todos os dias pelo bairro da Glória, no Rio de Janeiro. Neste bairro, histórico por sinal, existe uma espécie de mureta, a tal balaustrada que, acreditem, foi roubada sabe-se lá como.

Um pedaço de bronze, de uns 10 metros e pesando alguns milhares de quilos foi levado dali sem que ninguém soubesse como e nem para onde.

Isso aconteceu quando o prefeito-blogueiro Cesar Maia ainda ocupava a prefeitura do Rio de Janeiro. Fazem uns 3 ou 4 anos isso(confesso que não me recordo a data exata) e até hoje o buraco está lá.

A população tentou adaptar, colocando uma cerca de madeira para que ninguém caísse ao passar por ali, mas esta foi a maior e única intervenção que o local sofreu em todos estes anos, desde o roubo.

Nesta mesma rua, o prefeito que eu considero um dos mais incompetentes que já teve o Rio de Janeiro, iniciou uma obra interessante: num pedaço de rua já afetado por engarrafamentos, ele estreitou as pistas de 4 para duas. meteu a picareta nas calçadas e deixou os tapumes ali.

Como a obra ficou? Não sei. Ele saiu do poder sem termina-la e, ao que parece, o novo prefeito Eduardo Paes está mais ocupado com outras tarefas como...não sei também.

Daí, a realidade da Glória é esta: onde tinha uma balaustrada histórica, existe um vazio. Onde deveria haver uma rua, existe um canteiro de obras abandonado.

Porque conto isto? Simples, e finalmente posso chegar na parte do arco-iris.

César Maia adorava a cor laranja. Toda a comunicação visual da prefeitura tinha esta cor e aquele aspecto de pastelaria de chinês. Literalmente tudo, até um letreiro gigante e horroroso bem em cima da sede da prefeitura, o conhecido "Piranhão".

Pois bem, em nove meses de governo, o atual prefeito Eduardo Paes já trocou a cor de quase todos os imóveis, placas e carros da prefeitura para a cor de sua escolha: o azul.

Tudo bem, aprovo mais o gosto do atual prefeito do que o do antigo, mas este não é o ponto.

O ponto é: em nove meses houve tempo, verba e "vontade política" para colorir tudo de azul, mas não para recolocar a balaustrada roubada da Glória e nem terminar aquela obra.

Lembra muito o tempo que morei em Nova Friburgo, no interior do Estado do Rio, onde os grupos políticos que usavam as cores verde e vermelho se alternavam no poder e pintavam meios-fio, postes, bancos, tudo, com as suas cores, mas as mazelas reais da cidade ficavam para lá.

Você que me lê deve conhecer casos parecidos, onde a saúde precária, o ensino medíocre, as ruas esburacadas, praças mal cuidadas, ruas cheias de mendigos, trânsito caótico, tudo isso fica em segundo plano e o que parece importar mesmo para "suas excelências" é que possam "mijar" para marcar território o quanto antes, ao invés de se dedicarem a resolver os problemas para os quais foram eleitos para resolver.

Importante mesmo é o laranja, o azul, o verde, o vermelho.

E enquanto isso, a coisa fica preta pro nosso lado.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O Twitter é "in", mas também pode ser "out"

Pouca gente nunca ouviu falar do Twitter. Não digo conhecer ou utilizar o site, mas ouvir falar dele. Também, como poderia acontecer o contrário?

Ele está presente no Fantástico, na Luciana Gimenez, nos jornais, programas, revistas e até a Xuxa deu uma passadinha por lá.

Primeiro só os early adopters sabiam o que era isso, naquele tempo, o Twitter era mais ou menos como o Tumblr: para poucos. Depois vieram os curiosos, no seu rastro os marias-vai-com-as-outras e finalmente eis que chega o povão.

Inclusão digital, populacho orkutiano, seja lá como for, o Twitter caiu no "popular" e hoje é difícil alguém não conhece-lo, como já disse acima.

Só que isso causa problemas, sim, alguns probleminhas.

Noves fora spammers, instabilidade do serviço devido ao alto tráfego (se bem de que nesse aspecto até que o Twitter tem tirado de letra), ataques hackers e o escambau que toda rede social que faz sucesso sofre, o Twitter também é atacado por comportamentos que enchem o saco de quem estava ali até um minuto antes do @aplusk.

Exemplos não faltam.

Por exemplo, ficar twittando suas funções fisiológicas é out. Pode ser bonitinho um live stream do coquetel 0800 que você foi chamado pela sua tia, mas responder à pergunta "O que você está fazendo?" com algo do tipo "Fui ali vomitar e mijar e já volto pra beber mais" não é algo que interesse a ninguém além de você e da latrina do local.

Outra coisa que enche o saco, pelo menos pra mim, é aquela pessoa que acha que o Twitter é uma reunião social na sua casa ou na casa de algum conhecido. Funciona assim: o cara entra de manhã e twitta, serelepe, "Bom dia Twitters!", quando vai dormir a noite solta um "Boa noite, Twitters".

Creia: isso não é interessante e ninguém vai te achar mal educado porque você passou a evitar isso. Na verdade, acho que ninguém notará a diferença.

Tem quem leve a pergunta "O que você está fa..." a sério demais também. Daí fica aquela coisa: "Lendo uma notícia aqui". Tá, mas qual notícia? O que você achou dela? É sobre o que?

Ou então "Comendo pão com manteiga". OK, o Twitter pergunta o que você está fazendo, mas será mesmo que seus seguidores morrerão sem essa informação tão importante?

Outro dia eu twittei que detesto fazer piada interna na timeline, porque eu sei que fica aquele aspecto de bites e bytes desperdiçados.

Piadas internas e epifânias, se não forem explicadas, deixam aquela impressão de que os seus seguidores estão acompanhando o mais novo profeta Gentileza do pedaço. Sempre falando por parábolas e dizendo coisas meio sem sentido.

Sendo assim, evite twittadas como "pensando seriamente em mudar o jeito que enfrento certos problemas" ou então "Só quero ver se hoje Aquaman, Poindexter e Jimmy Neutron vão fazer aquele rockzinho básico".

O Twitter também é para expressar particularidades, mas não devemos esquecer que é uma ferramenta de comunicação, assim, se sua comunicação for precária você consequentemente será um twitteiro medíocre.

E nem adianta encher o meu saco dizendo que "só quer falar com seus amigos mesmo e quem não te conhece que se dane", porque para falar com só amigos existe o msn, existe SMS, existe até uma coisa chamada telefone e, acredite, existem encontros e saídas reais.

Experimente usar esses meios "antiquados" pra ver como também é legal.

Uma coisa que eu acho meio triste é pedir RT (retweet). Entenda de uma vez por todas: se você tiver algo interessante a dizer, valerá RTs em cascata naturalmente. Se for algo sem graça ou estapafúrdio, nada e nem ninguém transformará seu prato sem sal num banquete. Esqueça.

Não falo aqui da famigerada "relevância", mas de coisas interessantes. Sasha Grey é irrelevante para os destinos do mundo e no entanto é interessantíssima.

Não precisa ser gostosa que nem ela, mas seja interessante.

Joguinhos, correntes e outras idiotices orkutianas já foram mencionadas ateriormente por mim, então, se não quiser se tornar um indigente digital, abandone-as imediatamente.

Deixo para o final aquele que é o comportamento mais brega, ridículo e pueril do Twitter: anunciar unfollow.

Eu sempre digo que quem faz isso só pode querer um abraço. Sério. O cara está ali carente, se achando o cocô do cavalo do bandido no deserto com o cantil furado e resolve testar a sua "importância", daí resolve anunciar que vai dar unfollow em alguém.

Não sei o que alguém espera com isso, sério. Que o objeto do unfollow implore para que ele não faça isso? Que se afogue num pote de ketchup? Que lhe pague uma propina para continuar a merecer a honra?

Se você não concorda com algo que um outro twiteiro fala e te falta vocabulário e cérebro para iniciar e sustentar um debate, ninguém vai te culpar pela sua carência de inteligência, apenas dê unfollow e pronto.

Agora, ficar anunciando "#Unfollow fulano pq tô de saco xeio deli", só vai demonstrar sua idiotice e sua carência de atenção. Como eu vivo dizendo no Twitter, você se tornará merecedor de um lindo Troféu F, de f*da-se, com direito a batatas-fritas e tudo.

Sei que estas são apenas opiniões minhas. Longe de mim pretender criar algum código de conduta ou algo parecido. Outro dia um pentelho me perguntou algo como "você quer ditar regras de etiqueta no Twitter" e respondi a ele o que quero dizer aqui: não.

Não sou a Glorinha Kalil da internet e, caso minhas opiniões sobre etiqueta no Twitter fossem lei, cobraria bem mais caro do que os R$500,00 reais que a Twittess pede por post para fornece-las a um brega-orkutiano-indigente-digital da vida.

Falo aqui apenas do que eu me deparo diariamente e, na minha muy modesta opinião, são atitudes que transformam qualquer um num legítimo frequentador do Piscinão de Ramos da internet.

O Twitter pode ser in, assim como também pode ser out. A escolha é sua.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vote, pague, espere

"Vote, pague, espere". Estas três palavras bem poderiam estar grafadas no início da nossa Constituição. Elas basicamente definem o que é um "cidadão" na República Federativa do Brasil.

O poder público do nosso país encara o suposto cidadão primeiramente como um voto. Sim, um título de eleitor que tem o seu "direito obrigatório" de ir de 2 em 2 anos às urnas legitimar toda a basculheira que acontece nos mais diversos níveis de poder.

Somos importunados com mais um direito obrigatório: o de aturar propagandas gratuitas na TV. Assistimos um festival de bizarrices, de personagens caricatos, de ladravazes incorrigíveis, todos ali participando deste faz-de-conta democrático.

Faz-de-conta porque, no final, todos são os mesmos. Um que hoje é vereador amanhã será deputado. O Senador será prefeito, o prefeito será governador. É uma dança dos palácios, sempre habitados por gente que se acostumou a viver de sorver o dinheiro suado do cidadão.

Quando não sobra competência nem para serem eleitos pela maioria boçal que troca votos por tijolos, camisetas, latrinas (aliás, voto e latrina tem tudo a ver no Brasil), eles pedem aos que ainda tem voto para lhes arrumar uma boquinha.

E assim la nave va.

O segundo elemento na composição da pseudo-democracia brasileira é o econômico.

Alguém precisa sustentar essa cambada de pesos mortos dos gabinetes, casas legislativas, secretarias, ministérios. É um imenso contingente de inúteis, todos dedicados a sugar o que puderem dos cofres públicos, das formas mais criativas possíveis.

É preciso arranjar um monte de otários que trabalhem 4 meses por ano só para entregar este dinheiro nas mãos da quadrilha instalada da ocasião. Isso mesmo, "doamos" 4 meses de trabalho por ano jogados no lixo pagando impostos.

São verbas de gabinetes, cartões corporativos, assessorias, aspones (assistentes de p*rra nenhuma), amantes, filhos bastardos, viagens ao exterior, cotas de passagens diversas, jantares, convescotes, negociatas, malversações e, é claro, eles ainda precisam fazer um pé de meia para garantir o futuro das gerações vindouras (as de suas famílias, obviamente).

Aí entram os otários, nós.

IPVA, IPTU, IR, PIS, COFINS, ISS, IPI, CIDE e mais quantas letras e siglas você puder imaginar, todas elas muito bem resumidas na expressão: sorvedouro de dinheiro.

O cidadão, seja ele empregado na iniciativa privada, seja ele funcionário público concursado, seja empresário, tem um sócio e tanto pendurado na sua jugular: o "governo".

Entenda-se por "governo" todo o bando de inúteis mencionado acima. Pois é. Ele participa dos seus lucros com voracidade leonina e pouco se lixa para os seus prejuízos, ainda que tenha sido o culpado por muitos deles.

Seu carro bateu num buraco e você ficou sem rodas, pneus e final de semana? Azar o seu. Pague o conserto, porque o governo só presta para te cobrar o IPVA.

Ficou gripado e não tem plano de saúde? Problema de quem a não ser seu mesmo? Você só presta para pagar impostos variados e até outros que parecem o Jason do filme Sexta-Feira 13, como é a CMPF, que volta e meia ameaçam reaparecer. A fila de 6 horas e a consulta marcada para dali a um ano e meio não são problema do ministro ou do deputado. Problema seria se você sonegasse o imposto.

Sua empresa não pode contratar mais gente porque cada empregado custa o dobro por causa dos impostos que você tem que pagar? Ora! Pegue uma vassoura e varra o chão você mesmo. Vá entregar envelopes e aproveite a viagem para fazer visitas aos seus clientes, porque se contratar alguém "por fora", vem a fiscalização e te multa.

Estradas boas? Só com pedágio. Polícia nas ruas? Claro! Para fazer blitz e multar e rebocar quem não está com o IPVA em dia. Ladrões nos sinais? O que o prefeito tem a ver com isso? Se você ultrapassar para fugir do bandido o pardal te pega.

Funciona assim: você escolhe naquele momento por quem prefere ser roubado, se pelo ladrão que já está ali mesmo ou pelo ladrão sentado na prefeitura.

Exemplos não faltam, mas todos servem para o mesmo propósito: demonstrar a segunda face do "cidadão" na democracia das bananas do Brasil: o bolso.

Ele serve para ser cobrado, punido, multado.

Direitos? Bem, aí chego na terceira palavra: espere.

É o que se estimula o habitante do Patropi a fazer eternamente. "Somos o país do futuro", "somos um gigante adormecido"(diria comatoso, quase morto). E assim o tempo vai passando. E assim as computações gráficas da campanha eleitoral que mostram maravilhas futuras, viram as gambiarras e maquiagens da realidade.

E assim o tempo passa. Nosso povo, cada vez mais idiotizado pelo que é considerado "cultura" no Brasil, nossas escolas cada vez mais sucateadas, cada vez mais reduzidas a "distribuidoras de certificados".

Só o que importa são números para mostrar nas campanhas e propagandas oficiais. "5 milhões de alfabetizados!", "20% a mais de estudantes concluindo o ensino médio!", e por aí vai. Incrível que tudo só melhora nas estatísticas, no entanto nossa sociedade continua cada vez mais doente.

Violenta, brutalizada, ignorante, facilmente enganada pelos espertos e salvadores da pátria de ocasião.

Esse é o grande problema do Brasil: aqui sobra povo e falta cidadão.

O indivíduo é um voto para legitimar a farsa democrática, um bolso para sustentar a festa e "povo" para aguardar no seu lugar o momento de "dividir o bolo".

E o tempo passa e o "povo", estimulado pela burocracia e pela valorização do cinismo e do comodismo como valores pessoais segue esperando. Esperando pelo tal país do futuro que jamais chega, porque ele jaz natimorto aqui, no presente.

Pelo menos temos um litoral bem extenso, o que favorece que esta espera seja na beira da praia, com uma cadeirinha de sol.

Não falta vagabundo neste país pra tanto litoral e é melhor aproveitar enquanto o governo não pensa em taxar pelo uso das praias.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Afinal, o que é o funk?

"69 Frango Assado de ladinho a gente gosta se tu não tá aguentando para um pouquinho tá ardendo assopra!"

"Mete, mete, mete até goza que eu to pegando fogo quero ver tu apagar tah ligado neh"

"Pras amantes eu mando assim óóóó o namorado é meeeeeeu quando voce tiver disposição Tu vai encontrar u seu"

"Turano mais bolado aê...Fundamento do CV(Comando Vermelho) É "fé em Deus", Colômbia é muita pureza É só relíquia, Bolado Pantera Negra Se liga então, 157 só boladão"

"Eu vou tocar uma siririca eu gozar na tua cara. Vai mamada Vai mamada"

"Piririn, piririn, piririn alguém ligou pra mim vai me enterrar na areia? Não, não vou atolar tô ficando atoladinha"

Pra você, o que são essas letras de "música" aí em cima? Grosserias? Erotização extrema? Mal gosto? Apologia ao crime? Lixo? Embuste musical? Cacofonia? Assassinato da última flor do Lácio?

Na minha opinião, sim. É tudo isso e mais um pouco. Arte e cultura é que não é.

Pode enumerar quantas expressões depreciativas conseguir, pra mim, todas se encaixam perfeitamente em relação ao funk.

Mas para a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro não. Para eles esse amontoado de grosserias e idiotices é cultura. Isso mesmo, cultura. Tanto, que tem deputado defendendo um tal "Dia Nacional do Funk".

Sugiro ao "nobre" deputado que neste dia, peça à sua esposa, mãe, irmãs e filhas, se tiver, que vistam-se com aquelas roupas que valorizam a dignidade da mulher, iguais as que são propagandeadas como "da moda" pelos artistas do funk, e dancem estas letras aí em cima, "rebolando até o chão".

O que é bom pra família dos outros, deveria ser bom para a do demagogo ordinário que, atrás de votos fáceis e apoio de equipes de som que faturam milhões por mês, e sobre as quais pairam até suspeitas de receber dinheiro do tráfico de drogas para realizar seus bailes, vem prejudicar o trabalho que a polícia estava fazendo ao coibir bailes que tinham ligação com criminalidade, desordem e desrespeito às normas mais básicas de civilidade.

A ALERJ aliás é um caso a parte. A Assembléia Legislativa do Rio tem entre seus membros dezenas de indivíduos que respondem aos mais variados tipos de processos, alguns já condenados e esperando recurso, outros réus, diversos indiciados e até gente que saiu do plenário direto para um presídio.

Não pode sair nada que preste mesmo de um lugar assim.

Existem as exceções, mas pobre deles, estão soterrados naquela embaixada da Chicago dos anos 30 em plena "cidade maravilhosa".

Os defensores do funk argumentam que o "samba também foi perseguido um dia".

Balela. Impostura.

Na época em que o samba foi perseguido, o era por ser "coisa de preto". Só. Em tempos de cota racial, movimentos afro, camisas "100% negro" e o escambau, é imbecilidade achar que o tal "preconceito" contra o funk tem algo a ver com algum contexto racial. Não tem.

As letras aí em cima, a "cena" que cerca os bailes, a tal sub-cultura que caracteriza o funk é que são manifestação cultural de quinta categoria, porcaria mesmo.

Comparar algo escrito por Cartola, Noel, Paulinho da Viola com letras do Bonde do Tigrão, Tati Quebra-Barraco e quejandos chega a ser digno de psiquiatria. Só mesmo uma mente disposta a distorcer a realidade à sua frente pode tecer tal paralelo.

Assim como as favelas, que a todo custo tentam empurrar como fato consumado para a sociedade, formadores de opinião, empresários que lucram com este universo do funk e demagogos de ocasião procuram dizer para quem ouve esse lixo o seguinte: "isso que você está ouvindo é cultura, entendeu? Esqueça os palavrões, a erotização da infância, a degeneração moral, a falta de respeito com a mulher, a apologia ao crime, o assassinato da língua portuguesa, esqueça isso tudo e entenda: isso é cultura".

Favelas são uma ferida aberta nas grandes cidades brasileiras. Especialmente no Rio de Janeiro, onde todos os cidadãos sofrem com sua presença.

Destróem a mata atlântica, emporcalham a visão, favorecem a informalidade, a contravenção, a criminalidade e quase todo tipo de praga urbana que se conhece, desde camelôs, passando por flanelinhas, trombadinhas, Kombis, Vans, Milícias, bocas-de-fumo, tudo isso encontra caldo de cultura naquele ambiente degradado que são as favelas.

99% do povo que mora ali é gente boa, honesta e até mesmo por estes é que as favelas deveriam ser removidas.

O cidadão não deve morar onde quer e sim onde pode. É mole emporcalhar o final da Teixeira de Mello em Ipanema, não pagar impostos, jogar lixo lá de cima e achar que isso é um "direito".

Não é.

Deveriam ser removidos para bairros planos, planejados aonde houver espaço, com linhas de ônibus fartas e disponíveis 24 horas por dia e as árvores deveriam retornar àquelas encostas.

Isso sim seria solução e não essa palhaçada de "Favela-Bairro" ou de "PAC das Favelas". Fazer maquiagem e dar internet wi-fi para quem mora nesses lugares é o tipo de demagogia e gambiarra que as pessoas que dizem que funk é cultura fazem.

Não adianta me apresentar um caminhão de entulho e falar assim "está vendo este caminhão cheio de tulipas?".

Não são tulipas, são restos de obra. Não é cultura, é lixo.

Como sempre digo aqui, o que falta é educação, é fazer com que o cidadão possa estudar e ampliar seus horizontes. Se isso ocorresse, ele poderia até ouvir funk como galhofa, mas jamais acharia que isso acrescenta algo à sua vida e jamais entraria de cabeça nessa sub-cultura.

Mas a quem interessa um cidadão que conhece a diferença entre o Latino e Lamartine Babo? Certamente não interessa aos políticos que só sobrevivem porque este mesmo cidadão não sabe a diferença entre um escroque e uma "excelência".

É muito mais difícil contrariar a massa bestializada hoje, para que ela seja um contingente de cidadãos amanhã do que atirar pão e dar circo.

É o que faz quem defende que funk é cultura.

Políticos tem medo da impopularidade, outros artistas que não atuam nesta seara temem ser taxados de "elitistas" ou "preconceituosos" e o grande público em geral prefere ignorar, já que tirando aquelas moças e rapazes de classe média que querem bancar "do povão", ninguém ouve esta porcaria mesmo (menos quando é obrigado).

Não podemos proibir nada. Se palavrão fosse, por si só, passível de censura, o Costinha não teria feito um só show na vida e nem vendido nenhum disco. O problema não é esse.

Mas tapar o sol com a peneira é errado.

O problema é querer elevar isso a grau de "manifestação cultural", como se este amontoado de entulho fosse realmente um jardim de tulipas.

Onde houver associação com o tráfico deve ser proibido sim. Onde não respeitar as regras da convivência social, deve ser proibido sim. Tanto quanto se fizer apologia ao crime. E quando envolver menores de idade, quando favorecer a informalidade...

Quem quiser ouvir, que ouça. Desde que não peça meus ouvidos emprestados, pra mim tanto faz.

Mas não tente, jamais, sob hipótese alguma, me dizer que isto é arte, cultura ou que tem algum valor e muito menos comparar com samba, soul, jazz, rock, porque é forçar demais a barra.

James Brown, Michael Jackson, Billy Paul podem até sair do mesmo "tronco" musical, mas não tem nada a ver com MC Créu.

Nem a pau.

Deixo para o final uma letra de Noel, até para limpar a sujeira que eu coloquei lá em cima e para deixar um recado para aqueles que insistem nas comparações:

"No tribunal da minha consciência o teu crime não tem apelação debalde tu alegas inocência mas não terás minha absolvição..."

terça-feira, 1 de setembro de 2009

La Mohammed poderia ser você

Lal Mohammed tentou votar para presidente no Afeganistão. Lal Mohammed foi pego pelos talibãs no caminho da seção eleitoral. Lal Mohammed foi espancado e teve seu nariz e orelhas cortadas, pelos "sagrados" guerreiros do Talibã.

Assim como Lal Mohhamed, vários manifestantes contrários ao resultado da eleição no Irã foram espancados. Não tiveram seus narizes cortados, mas foram estuprados e abusados em prisões fétidas. Tudo isso feito pelos "sagrados" guerreiros da Guarda Revolucionária iraniana.

O que existe em comum nestes dois casos, além da violência contra cidadãos que tentavam exercer seus direitos? Muitas coisas, mas duas que particularmente me chamam a atenção: em ambos os agressores acusaram os "estrangeiros e ocidentais" de conspirarem contra o islã. E em ambos esta tal conspiração contra o islã também atendia pelo nome de "democracia".

George W. Bush foi um presidente controverso. Aproveitou-se de um momento de união nacional devido aos ataques do 11 de setembro para perpetrar uma política bélica agressiva, a tal "ação preventiva".

Sua truculência e a de seus assessores e conselheiros acabou por criar uma onda de anti-americanismo e uma simpatia por regimes islâmicos que é totalmente descabida por parte de quem, na visão destes regimes islâmicos, representa todo o mal que possa existir no mundo, ou seja, nós ocidentais não-islâmicos.

George W. Bush falhou em transmitir esta idéia. Falhou em administrar seu país de forma que a sua economia não desmoronasse sobre ele, falhou em vários aspectos, mas foi bem sucedido naquela que foi a linha mestra do seu governo: a segurança.

Depois do 11 de setembro, nenhum, repito, nenhum, e sem pudor repito outra vez, nenhum terrorista islâmico explodiu sequer um traque nos EUA. Tentaram, mas tudo foi em vão. O país passou 7 anos sem sofrer nenhum outro atentado.

O resto do mundo claudicou no início e Espanha e Inglaterra tiveram o seu quinhão da "tolerância" islâmica. Passaram a adotar as medidas impopulares e "exageradas" da doutrina Bush.

Igualmente passaram a ser mais seguros.

Mas não é sobre o presidente Bush, que eu particularmente não tenho a menor vergonha de dizer que gosto, que eu quero falar, é sobre a tal "tolerância" que é ditada como obrigatória a todos nós.

Os países muçulmanos possuem com ocidentais, não-islâmicos e principalmente judeus e cristãos uma tolerância que somente vemos paralelo nos leões e zebras.

Sim, os senhores de turbante tem conosco a mesma tolerância que um leão tem com uma zebra no Serengeti. Se puderem nos traçam, sem pena. Caso não seja possível, nos observam ao longe, esperando uma oportunidade.

Todo país cristão ocidental possui mesquitas funcionando livremente. Entoam seus cantos e louvores a Maomé, aquele que disse que o islã deveria ser difundido na base da espada se necessário, com toda a liberdade que nos negam em seus países para louvar Cristo, Buda, Abraão ou qualquer outro.

Na Arábia Saudita, por exemplo, carregar uma Bíblia ou um crucifixo é crime passível de cadeia e punições severíssimas (conheço algumas ONGs e militantes brasileiros que devem adorar a idéia, mas não é sobre elas que quero falar também agora).

Convencionamos dizer que a "minoria atuante" islâmica é assim, que eles na verdade são um "povo de paz". Vou parar de usas aspas aqui mas coloquem-nas aonde convier, porque tudo que direi é relativo. Dizemos que eles são oprimidos, que apenas devolvem a violência que sofrem, que são incompreendidos, que são vítimas, enfim, tudo que faz parte do discurso vitimista para justificar violências que outras pessoas sofrem sem terem feito nada para merecer isto.

É a maldita "divida histórica", paga com suor e sangue de inocentes.

Não são minoria. Se são, contam com a simpatia ou pelo menos a cumplicidade da tal "maioria" e por isso representam, sim, um aspecto determinante desta cultura.

Explodem bombas, cortam narizes, fazem ataques terroristas, vivem em outros países quando imigram para eles em guetos como se ainda estivessem na sua terra e, pior, tentam impor sua cultura até onde são imigrantes.

Conheço um austríaco que teve problemas quando sua filha quis casar-se com um turco. Ele não via nada demais nisso, a família turca sim. Não queriam "misturar-se".

Funciona assim: os euros austríacos são bem vindos, os genes, não.

Essa tendência de tolerância excessiva ocidental vem da tal "culpa" histórica sabe-se lá pelo que. Pelo período colonial? Pelas cruzadas? Pelas guerras? Ora, o islã ocupou a Europa, matou muita gente e até hoje acusa o ocidente por tudo de mal que lhes aflige.

Condenaram o presidente Sarkozy por proibir o uso do véu nas escolas, mas esquecem-se que no início seria apenas a "permissão" do uso, dali a pouco todas as meninas muçulmanas seriam obrigadas a usa-lo caso contrário sofreriam punições na sua comunidade, e mais a frente até as não-muçulmanas acabariam sendo obrigadas a usa-lo, caso eles pudessem fazer isso.

Não se esqueçam: falamos aqui de uma religião e uma cultura que proibem a livre manifestação religiosa em seus países. Tudo o que eu disser sobre eles aqui não será exagero.

Não digo que deveríamos fazer igual. Devemos manter a liberdade de culto sempre, pois essa é a essência de nossa civilização (Quem vier falar de inquisição levará uma espada da idade média enfiada no nariz, falo de hoje, dos dias de hoje).

Não adianta nada, pois eles continuam sendo intolerantes, mas não nos iguala, o que já é muito bom.

Israel (contra quem tenho milhares de diferenças, diga-se de passagem, mas que é a única democracia real no Oriente Médio) é a prova que não adianta ser tolerante. Lá funcionam mesquitas, existem árabes que são cidadãos do país, mas eles continuam sendo acusados de "tirania", quando na Palestina ocupada, por exemplo, ainda se apedreja mulheres que não submetem-se aos ditames do Alcorão.

Não devemos modificar a essência de nossa cultura para fazer um "olho por olho", mas devemos ser mais incisivos na sua defesa e em não permitir que nos satanizem desta forma.

Os "bandidos" no Afeganistão são os talibãs e não os marines.

Essa tolerância excessiva é que cria espaço para que, por exemplo, um jornal europeu tenha jornalistas ameaçados de morte porque fez uma caricatura com a imagem de Maomé. Caricatura de Jesus pode, de Buda pode, de qualquer um pode, Maomé não pode porque é mais "sagrado'?

Não, não é. Apenas tem entre seus seguidores os religiosos mais fanáticos, violentos e fundamentalistas que existem.

Alguém pode argumentar que todas as religiões só servem ao mal, que se não existissem o mundo estaria bem melhor. Respeito essa opinião apesar de não concordar com ela.

Se fosse tão simples assim, acho que veríamos monges budistas perseguindo judeus com espadas ou padres catolicos trocando tiros com evangélicos, só para citar algumas das maiores religiões monoteístas e algumas sub-divisões.

Não vemos. Só existe terrorismo islâmico, só existe intolerância religiosa oficial em países islâmicos e somente estes países lutam tão ferozmente contra coisas como tecnologia, informação, liberdade, democracia.

Em nenhum outro país do mundo persegue-se tanto a liberdade das mulheres, da individualidade, da livre escolha quanto nos países muçulmanos. 689 livros como "O Caçador de Pipas" ou "Desonrada", que falam sobre a repressão, estupros e violências nos regimes e na sociedade islâmicas não me deixam mentir.

Vamos perder o pudor de falar que são sociedades piores neste aspecto sim, que precisam mudar de um jeito ou de outro, não devemos nos curvar ante a sua violência em nome de uma suposta tolerância que acabará nos soterrando.

Devemos ter noção que, no patamar atual, nossa sociedade ocidental capitalista, cheia de defeitos, diferenças, problemas e milhões de questões que devem ser melhoradas ainda é o que existe de melhor disponível.

Lembro sempre do que disse Churchill nestas horas, assim falou o velho premier inglês: "A Democracia é um mau regime; mas é o melhor que se conhece".

Isso é um fato e jamais devemos deixar esta idéia esvaecer de nossas mentes. É no campo das idéias que todo conflito é vencido primeiramente.

É cool ter ódio dos EUA e apoiar, digamos, a resistência árabe, mas pergunte a si mesmo por um instante: você preferiria viver sob um governo americano ou sírio?

Não sejamos mais zebras, pois isso é tudo o que os leões mais desejam.
 
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