Ontem 80% do PIB brasileiro ficou totalmente às escuras por algumas horas. Possivelmente problemas nas linhas de distribuição de Furnas, administrada pelo PMDB de Sarney aliado de Lula, causaram a primeira paralização total da Usina de Itaipu da história destepaíz.
Os petralhas prontamente dirão que também houve um apagão durante o governo de FHC, na sua eterna psicose comparativa, que teima em se achar menos sujo só porque o outro é mal-lavado.
Entendam: eu não gostei do governo FHC, não quero aquilo de volta, mas isso não quer dizer que eu também deseje que o petralhismo se torne uma nova monarquia pelega.
Petralhas pensam assim: se eles patrocinaram um esquema de compra de votos de milhões, não tem problema, afinal o Azeredo também fez um. Se eles se aliam ao Collor e ao Sarney, tudo bem, afinal FHC foi aliado de Antônio Carlos Magalhães e por aí vai.
Pra quem, quando fazia uma oposição raivosa fora do poder, dizia ser tão diferente, até que as ambições desta gente foram bem redimensionadas pra baixo.
Mas vamos prosseguir.
Este apagão não é o fim do mundo, como muitos pensaram, e nem campanha viral pro lançamento do filme 2012. Além daqui do Brasil mesmo, apagões gigantescos já aconteceram mundo afora e nem por isso os países que os sofreram são melhores ou piores do que algum outro.
Tirando os regimes "socialistas" apreciados pelos intelectualóides, pelegos e vagabundos ditos de "esquerda" como os de Cuba ou Venezuela, cortes de energia e limitações ao tempo de banho do cidadão são coisas raras e inusitadas.
O que mais chama a atenção neste apagão de 2009 no Brasil é a total falta de preparo do governo para lidar com situações assim. Não existe um sistema eficiente de detecção dos problemas, não existem linhas de comunicação com a população que possam simplesmente dizer "está acontecendo isso, por causa disso" e, o mais gritante, não temos nenhum "Plano B".
Caso o conserto deste problema durasse, digamos, 2 dias, seriam dois dias inteiros sem energia nas regiões afetadas, porque a despeito de pagarmos o tal "seguro apagão" compulsoriamente nas contas de luz e a despeito dos milhões e milhões gastos na construção de caras usinas termo-elétricas, não existe um "backup".
Isso demonstra o país virtual e de improviso, o país da propaganda ufanista mistificadora que é construido pelo PT há 8 anos.
Comemoramos o direito de sediar uma Copa do Mundo de futebol e uma Olimpíada como se nossas cidades não fossem caóticas, favelizadas, sujas, poluídas e violentas.
Estamos prestes a distribuir "Bolsa Cinema" e "Bolsa Celular", enquanto boa parte da população vive em favelas, dominadas por bandidos e agredindo o meio ambiente e a paisagem com suas ocupações irregulares.
A candidata oficial, já inclusive em plena campanha ao arrepio completo das leis, dizia em outubro que o Brasil estava "a salvo de um novo apagão elétrico".
O mega-apagão de Novembro mostrou o apreço que a ministra e o governo tem pela verdade.
Assim como as obras do PAC, inauguradas no papel e paralizadas em sua grande maioria.
Assim como nossa infra-estrutura caótica. O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro é um belo exemplo. Em 2007 passou por uma reforma que dispendeu milhões. Hoje está sucateado e necessitando de mais uma reforma.
O Maracanã, estádio que receberá a final da Copa de 2016, já foi reformado umas 2 ou 3 vezes nos últimos anos. Será fechado para mais uma reforma milionária em Dezembro.
Tudo que se apresenta como cara e difícil "solução definitiva", mostra-se uma bela gambiarra provisória no final das contas.
É bolsa isso, é bolsa aquilo. Pintam-se barracos de favelas, distribuem geladeiras para as camadas mais pobres. Doam-se mimos para servir como "cala a boca" para a população e enquanto isso todo um país jaz por fazer.
A economia melhorou? Sim. Fruto de uma política de estado de longo prazo que é baseada no tripé metas de inflação, câmbio flutuante e uma maior disciplina fiscal.
Se o PT tem um mérito nestes seus 8 anos de reinado, é o de não ter feito o que prometia quando era oposição e deixar a política econômica intocada.
Um novo presidente, que possa dar um passo adiante dos avanços que o país viu nestes últimos anos é necessário. Mais PT será mais mensalão, mais Sarney, mais fisiologismo, mais "toma lá, dá cá", mais desvios éticos relativizados por um discurso ufanista-mistificador.
Esse país do faz-de-conta precisa tornar-se um país real e para isso precisa se desvincular da imagem e do projeto personalista de um presidente que pensa que o Brasil é o PT, seu feudo intocável.
Um novo presidente não seria louco de mudar tudo, mexer no que funciona, assim como o PT não teve coragem de cumprir o que prometia e não deu o famoso calote no FMI, não mudou o regime de metas de inflação, a política monetária e nem os fundamentos que ajudaram o país a sair da crise financeira que assolou o mundo em 2008. Ninguém quer voltar ao passado.
Este apagão jogou uma luz sobre o Brasil e ela mostra claramente que não é hora de mudar tudo e nem de retroceder, mas de dar um passo adiante, mantendo o que está dando certo até aqui.
Que tenhamos a coragem de faze-lo.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
A turminha da panela
Logo que comecei a me interessar sobre fotografia, entrei num forum buscando dicas sobre uma boa camera para comprar já que estava prestes a fazer o curso naquela época.
Me cadastrei, loguei e o que vi ali, sinceramente, causou desânimo.Me deparei com uma discussão(no sentido de barraco mesmo) por conta de uma dica que um "não-profissional" pedia aos entendidos sobre uma solução para uma foto que ele queria fazer.
Pois bem, entre insultos e "conselhos" para que procurasse quem realmente entende do assunto, "se você está doente procura um médico e não dicas na internet" foi uma das pérolas, além de bate-bocas entre os mesmos profissionais que acusavam uns aos outros de tirarem "fotinhos", eu acabei entendendo o porque de ter tanto problema assim em me relacionar com a maioria dos seres humanos.
Sério, prefiro conviver com meia dúzia de gatos do que com 3 seres humanos por mais de 2 dias seguidos.
Temos essa doentia tendência de "isolar" o "outro".
Todo e qualquer assunto de interesse comum a mais de 3 pessoas sempre gera o grupo dos "entendidos", o dos "fodões" e finalmente os "newbies". Normal, ninguém nasce sabendo, mas daí para o tal grupo resolver que cool é quem usa a "pinça-porta-clips" fabricada pela "clipony" e todos os demais mortais que não tem dinheiro para compra-la ou pior, que nem sabiam da sua existência, são apenas seres desprezíveis que não merecem nem mesmo ver a luz da "verdade", sob pena desta matá-los, é um pulo.
Ao invés de ter paciência e lembrar que um dia também precisamos de alguém para nos ensinar aquilo que sabemos, a maioria prefere zombar dos iniciantes, desestimulá-los ao máximo, talvez por medo de serem superados por algum "talento desconhecido", talvez simplesmente por maldade mesmo ou para sentir-se o "rei do pedaço".
Nomeie a área e teremos os pentelhos. A nossa querida meritocracia blogueira é apenas uma delas, mas até mesmo entre colecionadores de Playmobil provavelmente deve existir um Cardoso ou uma Tracy Flick da vida.
Não conheço ninguém que goste de alguma elite ou panela da qual não participe.
É unanime a sua condenação, a certeza da necessidade do combate feroz a estas e finalmente (em alguns), o desejo íntimo e inexorável de, um dia, finalmente participar de uma.
Me cadastrei, loguei e o que vi ali, sinceramente, causou desânimo.Me deparei com uma discussão(no sentido de barraco mesmo) por conta de uma dica que um "não-profissional" pedia aos entendidos sobre uma solução para uma foto que ele queria fazer.
Pois bem, entre insultos e "conselhos" para que procurasse quem realmente entende do assunto, "se você está doente procura um médico e não dicas na internet" foi uma das pérolas, além de bate-bocas entre os mesmos profissionais que acusavam uns aos outros de tirarem "fotinhos", eu acabei entendendo o porque de ter tanto problema assim em me relacionar com a maioria dos seres humanos.
Sério, prefiro conviver com meia dúzia de gatos do que com 3 seres humanos por mais de 2 dias seguidos.
Temos essa doentia tendência de "isolar" o "outro".
Todo e qualquer assunto de interesse comum a mais de 3 pessoas sempre gera o grupo dos "entendidos", o dos "fodões" e finalmente os "newbies". Normal, ninguém nasce sabendo, mas daí para o tal grupo resolver que cool é quem usa a "pinça-porta-clips" fabricada pela "clipony" e todos os demais mortais que não tem dinheiro para compra-la ou pior, que nem sabiam da sua existência, são apenas seres desprezíveis que não merecem nem mesmo ver a luz da "verdade", sob pena desta matá-los, é um pulo.
Ao invés de ter paciência e lembrar que um dia também precisamos de alguém para nos ensinar aquilo que sabemos, a maioria prefere zombar dos iniciantes, desestimulá-los ao máximo, talvez por medo de serem superados por algum "talento desconhecido", talvez simplesmente por maldade mesmo ou para sentir-se o "rei do pedaço".
Nomeie a área e teremos os pentelhos. A nossa querida meritocracia blogueira é apenas uma delas, mas até mesmo entre colecionadores de Playmobil provavelmente deve existir um Cardoso ou uma Tracy Flick da vida.
Não conheço ninguém que goste de alguma elite ou panela da qual não participe.
É unanime a sua condenação, a certeza da necessidade do combate feroz a estas e finalmente (em alguns), o desejo íntimo e inexorável de, um dia, finalmente participar de uma.
Marcadores:
comportamento,
Educação,
Etiqueta,
hipocrisia,
opinião,
relacionamentos,
sociedade
domingo, 8 de novembro de 2009
O que vi no Maracanã
Este domingo resolvi enfrentar o calor, os péssimos serviços do Metrô Rio e a curva descendente do Palmeiras e fui ao Maracanã.
Primeiro deixem-me registrar o comparecimento maciço e avassalador da torcida do Fluminense. O mestre Nelson Rodrigues certamente se orgulharia daquela apoteose tricolor e, caso a chuva fosse verde, branca e grená, com certeza aqueles 40 graus estariam amenizados pela torrente de torcedores que correu ao velho estádio para ajudar seu time a fugir da degola.
Todos os tricolores vivos, moribundos ou que já se foram com certeza estavam ali naquele dia de alguma forma.
Mas não foi só isso que vi no Maracanã.
Vi também um juiz irresponsável assaltar um time sem a menor vergonha, anulando um gol legal e deixando de dar um penalty claro, dois lances que poderiam ter decidido o jogo a favor do Palmeiras.
A visão deste juiz, desanuviou uma outra, a da total fraqueza do Palmeiras nos bastidores. Podem colocar a culpa, como sempre, no Mustafá. Mas ele já se foi da presidência fazem alguns anos e a pequenez continua a mesma.
Roubam o Palmeiras dentro e fora de casa com a maior tranquilidade, e nada acontece. Temos uma diretoria que ora promete, ora se esconde e de vez em quando lança bravatas vazias e só.
Isso demonstra que o aportuguesamento do clube não é um mito e que se nada for feito, o combalido clube do Palestra Itália será só mais um timinho de colônia.
O que vi também foi um time com jogadores abaixo da crítica como o Marcão. Não ganha uma jogada, não sabe dar um passe, não presta pra nada. Incrível como um sujeito desses seja titular.
Junto com isso vi uma calma, uma letargia, uma vagarosidade para executar jogadas e fazer as saídas de bola que, não soubesse eu o placar, acharia que o time estava vencendo por uns 4, quando na verdade já perdia por 1x0.
Uma coisa que não vi foi vontade real de vencer, traduzida num lance no segundo tempo quando o time estava com a bola no ataque, na lateral esquerda e ao invés de prosseguir a jogada, colocou a bola pra fora, atendendo a uma cera de um jogador do Fluminense.
Um time que desperdiça um ataque real em nome de um bom mocismo que as cotoveladas do Diego Souza renegam sistematicamente, não quer ser campeão e acho muito difícil que venha a ser.
Vi um time que está, rodada a rodada, entregando o campeonato mais fácil dos últimos anos, desperdiçando a chance de sair um pouco da irrelevância de paulistinhas, tentar voltar a ser grande, coisa que só é no passado.
Vi um clube que caminha a passos largos rumo à pequenez, ao contrário de sua torcida, que ainda é uma torcida de fibra, de honra e que tem muito mais paciência com o time do que deveria ter.
Finalmente, encontrei uma boa amiga até então só da internet, das cornetadas bem dadas nas comunidades alvi-verdes e encontrei também a imensa beleza das meninas da torcida tricolor.
Se algo valeu nesse domingo de derrota, vergonha e inconformismo alvi-verde, foram os sorrisos delas, primeira divisão de graciosidade e encanto, incontestavelmente.
Primeiro deixem-me registrar o comparecimento maciço e avassalador da torcida do Fluminense. O mestre Nelson Rodrigues certamente se orgulharia daquela apoteose tricolor e, caso a chuva fosse verde, branca e grená, com certeza aqueles 40 graus estariam amenizados pela torrente de torcedores que correu ao velho estádio para ajudar seu time a fugir da degola.
Todos os tricolores vivos, moribundos ou que já se foram com certeza estavam ali naquele dia de alguma forma.
Mas não foi só isso que vi no Maracanã.
Vi também um juiz irresponsável assaltar um time sem a menor vergonha, anulando um gol legal e deixando de dar um penalty claro, dois lances que poderiam ter decidido o jogo a favor do Palmeiras.
A visão deste juiz, desanuviou uma outra, a da total fraqueza do Palmeiras nos bastidores. Podem colocar a culpa, como sempre, no Mustafá. Mas ele já se foi da presidência fazem alguns anos e a pequenez continua a mesma.
Roubam o Palmeiras dentro e fora de casa com a maior tranquilidade, e nada acontece. Temos uma diretoria que ora promete, ora se esconde e de vez em quando lança bravatas vazias e só.
Isso demonstra que o aportuguesamento do clube não é um mito e que se nada for feito, o combalido clube do Palestra Itália será só mais um timinho de colônia.
O que vi também foi um time com jogadores abaixo da crítica como o Marcão. Não ganha uma jogada, não sabe dar um passe, não presta pra nada. Incrível como um sujeito desses seja titular.
Junto com isso vi uma calma, uma letargia, uma vagarosidade para executar jogadas e fazer as saídas de bola que, não soubesse eu o placar, acharia que o time estava vencendo por uns 4, quando na verdade já perdia por 1x0.
Uma coisa que não vi foi vontade real de vencer, traduzida num lance no segundo tempo quando o time estava com a bola no ataque, na lateral esquerda e ao invés de prosseguir a jogada, colocou a bola pra fora, atendendo a uma cera de um jogador do Fluminense.
Um time que desperdiça um ataque real em nome de um bom mocismo que as cotoveladas do Diego Souza renegam sistematicamente, não quer ser campeão e acho muito difícil que venha a ser.
Vi um time que está, rodada a rodada, entregando o campeonato mais fácil dos últimos anos, desperdiçando a chance de sair um pouco da irrelevância de paulistinhas, tentar voltar a ser grande, coisa que só é no passado.
Vi um clube que caminha a passos largos rumo à pequenez, ao contrário de sua torcida, que ainda é uma torcida de fibra, de honra e que tem muito mais paciência com o time do que deveria ter.
Finalmente, encontrei uma boa amiga até então só da internet, das cornetadas bem dadas nas comunidades alvi-verdes e encontrei também a imensa beleza das meninas da torcida tricolor.
Se algo valeu nesse domingo de derrota, vergonha e inconformismo alvi-verde, foram os sorrisos delas, primeira divisão de graciosidade e encanto, incontestavelmente.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
O país dos petralhas ou esquerdopatia faz mal à cabeça
O típico esquerdopata, aquele de jeans surrado, barba por fazer e, de preferência, uma camiseta com o Che Guevara estampado, é uma peça de estudo bastante interessante.
Podemos encontrar toda espécie de esquerdóide possível. Os assumidos, os dentro do armário, mas a esmagadora maioria tem esse traço de personalidade: truculência, falta de educação e a tendência em achar que o uso de vernáculo de baixo calão irá amedrontar ou mesmo intimidar alguém.
Passeiem pelos foruns que falam de política na internet e entenderão o que digo.
Eles compram suas camisas e outros apetrechos com a foto do "comandante" na Cavalera por quase R$200,00 e militam pelo fim das "misérias" do mundo, curiosamente apoiando os governos que mais miseráveis produzem entre seus cidadãos como Cuba ou Venezuela.
São os guerrilheiros de shopping center, militantes de apartamento, piqueteiros de corredor.
Uma vez alguém me disse muito bem que militante é para isso: militar, não pensar. Concordo totalmente. Mostre a essa gente o céu azul que se em algum de seus "livrinhos" estiver escrito que o mesmo é vermelho, eles berrarão, ululantes, que o céu é escarlate e pronto, o resto é tramóia dos Estados Unidos e da "direita".
São tão imbecis que ainda acreditam que estas velhas e carcomidas ideologias possam determinar claramente o que se faz de bom ou mal no mundo e enquanto canalhas anacrônicos e aproveitadores como Chávez, Morales e Correa levam um continente a constantes tensões e praticam o mais raso populismo em nome de uma tal "revolução bolivariana", recusando-se a entender que estas velharias estão na posteridade do século XX, defendendo-as e propagando-as como uma "boa nova".
Vivem algo que acabou e só sobrevive nesta paupérrima máquina do tempo sul-americana.
Na Venezuela, por exemplo, não se tem nem leite para beber, pão para comer, mas o proto-ditador de camisa vermelha não deixa faltem discursos e boquirrotice.
Tal qual Cuba, morrendo de fome e presa no século XX, sem comida, sem habitações decentes e com médicas e engenheiras trabalhando como prostitutas para complementar renda, lá não faltam palavras de ordem, inimigos externos que unam o país e a eterna luta do bem (o governo e seus áulicos, obviamente) e o mal (qualquer tipo de oposição).
Mas o incrível é que estes esquerdóides todos adoram esses ditadores de meia pataca, mas nenhum vai lá pro paiseco deles viver na miséria e na opressão e o pior é que as pessoas que não querem isso para si, seja em que lugar do mundo for, é que são taxadas de "reacionárias e autoritárias".
Realmente! Os Estados Unidos são uma ditadura sanguinária. Por isso é que lá as oposições tem tratamento tão rude e opressor. Bom mesmo é ser oposicionista na China, em Cuba ou na Chavezlandia.
Façam-me o favor: vão se informar e se reciclar. Afinal, o ano novo de 2000 para 2001 já aconteceu faz bastante tempo.
Podemos encontrar toda espécie de esquerdóide possível. Os assumidos, os dentro do armário, mas a esmagadora maioria tem esse traço de personalidade: truculência, falta de educação e a tendência em achar que o uso de vernáculo de baixo calão irá amedrontar ou mesmo intimidar alguém.
Passeiem pelos foruns que falam de política na internet e entenderão o que digo.
Eles compram suas camisas e outros apetrechos com a foto do "comandante" na Cavalera por quase R$200,00 e militam pelo fim das "misérias" do mundo, curiosamente apoiando os governos que mais miseráveis produzem entre seus cidadãos como Cuba ou Venezuela.
São os guerrilheiros de shopping center, militantes de apartamento, piqueteiros de corredor.
Uma vez alguém me disse muito bem que militante é para isso: militar, não pensar. Concordo totalmente. Mostre a essa gente o céu azul que se em algum de seus "livrinhos" estiver escrito que o mesmo é vermelho, eles berrarão, ululantes, que o céu é escarlate e pronto, o resto é tramóia dos Estados Unidos e da "direita".
São tão imbecis que ainda acreditam que estas velhas e carcomidas ideologias possam determinar claramente o que se faz de bom ou mal no mundo e enquanto canalhas anacrônicos e aproveitadores como Chávez, Morales e Correa levam um continente a constantes tensões e praticam o mais raso populismo em nome de uma tal "revolução bolivariana", recusando-se a entender que estas velharias estão na posteridade do século XX, defendendo-as e propagando-as como uma "boa nova".
Vivem algo que acabou e só sobrevive nesta paupérrima máquina do tempo sul-americana.
Na Venezuela, por exemplo, não se tem nem leite para beber, pão para comer, mas o proto-ditador de camisa vermelha não deixa faltem discursos e boquirrotice.
Tal qual Cuba, morrendo de fome e presa no século XX, sem comida, sem habitações decentes e com médicas e engenheiras trabalhando como prostitutas para complementar renda, lá não faltam palavras de ordem, inimigos externos que unam o país e a eterna luta do bem (o governo e seus áulicos, obviamente) e o mal (qualquer tipo de oposição).
Mas o incrível é que estes esquerdóides todos adoram esses ditadores de meia pataca, mas nenhum vai lá pro paiseco deles viver na miséria e na opressão e o pior é que as pessoas que não querem isso para si, seja em que lugar do mundo for, é que são taxadas de "reacionárias e autoritárias".
Realmente! Os Estados Unidos são uma ditadura sanguinária. Por isso é que lá as oposições tem tratamento tão rude e opressor. Bom mesmo é ser oposicionista na China, em Cuba ou na Chavezlandia.
Façam-me o favor: vão se informar e se reciclar. Afinal, o ano novo de 2000 para 2001 já aconteceu faz bastante tempo.
Marcadores:
Brasil,
brasileiros,
comportamento,
hipocrisia,
militante,
ONG,
opinião,
política,
sociedade
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Vem chegando o verão...
Lembra dessa música? Eu lembro todo ano quando chega o mês de novembro e não é de uma forma boa.
Esqueçam a imagem de um misantropo reclamão que agora ainda por cima ainda vai falar mal da estação do sol, porque não é isso.
Eu por exemplo adoro curtir as praias do Nordeste quando posso ou as da Região dos Lagos, quando estou podendo um pouco menos.
Só que verão é bom assim: se você for rico e puder passá-lo inteiro na praia, abrigando-se no ar-condicionado nos intervalos ou então se você for vagabundo e passá-lo inteiro, literalmente, na praia (porque não vai ter dinheiro pra pagar a conta de luz do ar-condicionado em casa).
Tirando isso, o que é o caso de 99% dos mortais como eu e você, verão é na realidade um suplício.
Você toma banho de manhã e quando chega na portaria do seu prédio (ou portão da sua casa) já está melado de suor. Anda na rua e vê aquele monte de gente com a testa brilhando, aquele cheiro de azedo nos vagões do metrô ou nos ônibus no final de tarde e se cismar de ir de carro para não passar por isso, não esqueça: ele pode ferver no engarrafamento com sol escaldante.
Tirando vendedor de refrigerante, côco, empadinha e abacaxi cortado em rodelas, não conheço quem possa gostar de trabalhar sob esse sol escaldante. Na verdade, acho que nem eles gostam, mas é que alguém precisa ganhar algum dinheiro nesse imenso litoral do ócio que temos no Brasil, não é?
Sem contar a invasão de "personagens" que esta época traz.
Flanelinhas que já são muitos, se multiplicam, ratos de praia e as infames rodinhas de pagode e cerveja, que aparecem aos montes assim que surge a "Globeleza" na tela. Ensaios de "blocos" então são um verdadeiro pavor.
Não me entenda mal: eu adoro Noel, Paulinho da Viola, Adoniran Barbosa, Cartola, mas abomino essa batucada carnavalesca que traz caos, bêbados inconvenientes, gente expansiva demais e, claro, aquele cheiro de urina característico.
Mas o Carnaval é menos pior, porque logo depois dele o verão acaba, então esse alento devolve um pouco o meu humor.
É no "auge" dele que a coisa complica. Imaginem a cena do verão carioca: ônibus lotados,com gente saindo pelas portas e janelas,batucando na lataria e mexendo todos que passam na calçada.
Ou então a praia cheia de sujeitos de cabelo descolorido, cordões e pulseiras grossos, fazendo pagodinho na praia e chamando as mulheres de "filé. Ou ainda gente melecada, com "blondor" nos pêlos e enchendo a cara de cerveja ruim, fazendo gritaria e enchendo o saco de quem quer apenas curtir a praia, ler seu jornal em paz e dar um mergulho de vez em quando, de preferência sem ter que desviar de garrafas pet.
Chega a ser sintomático, quando ouço o primeiro "Anderson Creysson,tira a Suelen Jenifer da água", certeza que está na hora de voltar pra casa, dali em diante a coisa só piora.
O centro da cidade que já é inóspito (moro no Rio, o centro aqui é dormitório de mendigos e moleques de rua, que fazem suas necessidades fisiológicas e carnais no meio da rua, sem se importar com quem passa), fica ainda pior. Quente, caótico e some-se a isso as hordas que o invadem para as "comprinhas" de Natal.
Podem me xingar por dizer que prefiro o outono-inverno, mas pense comigo: tá frio? Basta se agasalhar. Calor não, calor consome nosso humor e nem banho de gelo ajuda.
Se não fossem os micro-biquinis na praia, os frozen yogurt que posso tomar gelados de doer os dentes e a possibilidade de ser levado pelas águas de março, o verão com certeza seria apenas um purgatóriozinho a prestação que a gente paga todo ano, de dezembro a março mais ou menos.
Por essas e outras é que vou passar a jogar na mega sena, vai que eu tire a "sorte grande" e possa começar a adorar verão com todas as minhas forças e sem nenhum " porém"...
Esqueçam a imagem de um misantropo reclamão que agora ainda por cima ainda vai falar mal da estação do sol, porque não é isso.
Eu por exemplo adoro curtir as praias do Nordeste quando posso ou as da Região dos Lagos, quando estou podendo um pouco menos.
Só que verão é bom assim: se você for rico e puder passá-lo inteiro na praia, abrigando-se no ar-condicionado nos intervalos ou então se você for vagabundo e passá-lo inteiro, literalmente, na praia (porque não vai ter dinheiro pra pagar a conta de luz do ar-condicionado em casa).
Tirando isso, o que é o caso de 99% dos mortais como eu e você, verão é na realidade um suplício.
Você toma banho de manhã e quando chega na portaria do seu prédio (ou portão da sua casa) já está melado de suor. Anda na rua e vê aquele monte de gente com a testa brilhando, aquele cheiro de azedo nos vagões do metrô ou nos ônibus no final de tarde e se cismar de ir de carro para não passar por isso, não esqueça: ele pode ferver no engarrafamento com sol escaldante.
Tirando vendedor de refrigerante, côco, empadinha e abacaxi cortado em rodelas, não conheço quem possa gostar de trabalhar sob esse sol escaldante. Na verdade, acho que nem eles gostam, mas é que alguém precisa ganhar algum dinheiro nesse imenso litoral do ócio que temos no Brasil, não é?
Sem contar a invasão de "personagens" que esta época traz.
Flanelinhas que já são muitos, se multiplicam, ratos de praia e as infames rodinhas de pagode e cerveja, que aparecem aos montes assim que surge a "Globeleza" na tela. Ensaios de "blocos" então são um verdadeiro pavor.
Não me entenda mal: eu adoro Noel, Paulinho da Viola, Adoniran Barbosa, Cartola, mas abomino essa batucada carnavalesca que traz caos, bêbados inconvenientes, gente expansiva demais e, claro, aquele cheiro de urina característico.
Mas o Carnaval é menos pior, porque logo depois dele o verão acaba, então esse alento devolve um pouco o meu humor.
É no "auge" dele que a coisa complica. Imaginem a cena do verão carioca: ônibus lotados,com gente saindo pelas portas e janelas,batucando na lataria e mexendo todos que passam na calçada.
Ou então a praia cheia de sujeitos de cabelo descolorido, cordões e pulseiras grossos, fazendo pagodinho na praia e chamando as mulheres de "filé. Ou ainda gente melecada, com "blondor" nos pêlos e enchendo a cara de cerveja ruim, fazendo gritaria e enchendo o saco de quem quer apenas curtir a praia, ler seu jornal em paz e dar um mergulho de vez em quando, de preferência sem ter que desviar de garrafas pet.
Chega a ser sintomático, quando ouço o primeiro "Anderson Creysson,tira a Suelen Jenifer da água", certeza que está na hora de voltar pra casa, dali em diante a coisa só piora.
O centro da cidade que já é inóspito (moro no Rio, o centro aqui é dormitório de mendigos e moleques de rua, que fazem suas necessidades fisiológicas e carnais no meio da rua, sem se importar com quem passa), fica ainda pior. Quente, caótico e some-se a isso as hordas que o invadem para as "comprinhas" de Natal.
Podem me xingar por dizer que prefiro o outono-inverno, mas pense comigo: tá frio? Basta se agasalhar. Calor não, calor consome nosso humor e nem banho de gelo ajuda.
Se não fossem os micro-biquinis na praia, os frozen yogurt que posso tomar gelados de doer os dentes e a possibilidade de ser levado pelas águas de março, o verão com certeza seria apenas um purgatóriozinho a prestação que a gente paga todo ano, de dezembro a março mais ou menos.
Por essas e outras é que vou passar a jogar na mega sena, vai que eu tire a "sorte grande" e possa começar a adorar verão com todas as minhas forças e sem nenhum " porém"...
Marcadores:
comportamento,
opinião,
relacionamentos,
sociedade
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Morrissey: a volta dos Smiths
Calma. Infelizmente esta esperada notícia ainda faz parte da galeria de sonhos que eu e muitos outros acalentam com esperança.
Tio Moz nunca disse definitivamente que não, mas também nunca mostrou que isso poderia terminar com um "sim" e no final das contas não o culpo, afinal, ele estaria tentando reviver uma lenda de si mesmo, o que geralmente é fatal para a maioria dos artistas.
Não que falte talento, pelo contrário ele sobra, na dupla Morrissey-Marr, mas as espectativas que isso geraria seriam talvez pesadas demais até para eles. E exemplos não faltam.
Bandas que sumiram e de repente reapareceram como que por passe de mágica, chegam a ser deprimentes e a depor contra seu passado.
Gigantes como Led Zeppelin e The Police entraram nessa.
Notem, não falo mal dessas bandas em si, mas do seu retorno meio que sem explicação a não ser a financeira mesmo.
Alice in Chains e Blur(este depois de 9 anos parado) também anunciaram sua volta recentemente.
Que me desculpem os fãs, mas isso tem tanto cheiro de "As melhores das melhores do lado B que nunca saiu remixado desse jeito que lançamos agora", sabe?
Esses discos caça-níqueis tipo "Fulano - Unplugged", que até tribo do Amazonas que nunca foi "plugged" já deve ter lançado.
Existe pra mim uma grande diferença entre bandas que permanecem e perseveram como os Stones, o Guns'n'Roses, entre outros, bandas que apesar de já serem "dinossauros", não causam tanto espanto porque estão aí na ativa desde que Matuzalém usava fraldas, o que difere bem de "voltar" de uma hora pra outra.
Talvez seja porque eles envelheceram bem diante dos fãs (que também envelheceram) e fica aquela coisa de ser "da família", talvez seja porque acreditam no que fazem e demonstram respeito para com estes mesmos fãs com sua longevidade e mais ainda, com sua criatividade demonstrada através de novos e constantes lançamentos.
Tanto que o próprio Morrissey estes dias pediu aos seus fãs que não comprem um box de singles que a EMI relançou pela trocentésima vez.
Tudo bem que uma das razões é por ele não receber nada com isso, mas também existe uma preocupação artística, inegável em quem lança regularmente novas canções há muitos anos.
O fato é: a indústria da música sempre viu o consumidor como um caixa eletrônico sempre pronto a liberar saques infinitos e alguns artistas embarcam nesta onda, tentando reviver épocas que pertencem somente à nossa memória.
E seria bom que às vezes elas permanecessem assim.
Tio Moz nunca disse definitivamente que não, mas também nunca mostrou que isso poderia terminar com um "sim" e no final das contas não o culpo, afinal, ele estaria tentando reviver uma lenda de si mesmo, o que geralmente é fatal para a maioria dos artistas.
Não que falte talento, pelo contrário ele sobra, na dupla Morrissey-Marr, mas as espectativas que isso geraria seriam talvez pesadas demais até para eles. E exemplos não faltam.
Bandas que sumiram e de repente reapareceram como que por passe de mágica, chegam a ser deprimentes e a depor contra seu passado.
Gigantes como Led Zeppelin e The Police entraram nessa.
Notem, não falo mal dessas bandas em si, mas do seu retorno meio que sem explicação a não ser a financeira mesmo.
Alice in Chains e Blur(este depois de 9 anos parado) também anunciaram sua volta recentemente.
Que me desculpem os fãs, mas isso tem tanto cheiro de "As melhores das melhores do lado B que nunca saiu remixado desse jeito que lançamos agora", sabe?
Esses discos caça-níqueis tipo "Fulano - Unplugged", que até tribo do Amazonas que nunca foi "plugged" já deve ter lançado.
Existe pra mim uma grande diferença entre bandas que permanecem e perseveram como os Stones, o Guns'n'Roses, entre outros, bandas que apesar de já serem "dinossauros", não causam tanto espanto porque estão aí na ativa desde que Matuzalém usava fraldas, o que difere bem de "voltar" de uma hora pra outra.
Talvez seja porque eles envelheceram bem diante dos fãs (que também envelheceram) e fica aquela coisa de ser "da família", talvez seja porque acreditam no que fazem e demonstram respeito para com estes mesmos fãs com sua longevidade e mais ainda, com sua criatividade demonstrada através de novos e constantes lançamentos.
Tanto que o próprio Morrissey estes dias pediu aos seus fãs que não comprem um box de singles que a EMI relançou pela trocentésima vez.
Tudo bem que uma das razões é por ele não receber nada com isso, mas também existe uma preocupação artística, inegável em quem lança regularmente novas canções há muitos anos.
O fato é: a indústria da música sempre viu o consumidor como um caixa eletrônico sempre pronto a liberar saques infinitos e alguns artistas embarcam nesta onda, tentando reviver épocas que pertencem somente à nossa memória.
E seria bom que às vezes elas permanecessem assim.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Os famosos da internet ou Big Brother Brasil virtual: o mundo de Caras fica aqui!
Nestes tempos modernos a internet virou quase uma necessidade na vida das pessoas. Seja para pagar contas, fazer compras, enviar memorandos, encontrar amigos, marcar alguma saída ou simplesmente jogar tempo e conversa fora, a rede mundial de computadores de uns anos para cá é quase como o telefone, o carro ou a televisão: imprescincível para qualquer pessoa que viva onde também exista eletricidade (risos).
Excetuando-se o fato dela, a internet, ser também um pára-raios de vodu; no sentido de atrair tudo quanto é maluco, pentelho e gente esquisita que estava escondida seja lá aonde for; realmente fica até mais barato conversar com um amigo pelo msn ou skype do que fazer uma ligação interurbana ou internacional, por exemplo.
A rede aproximou as pessoas e transformou a manutenção de certas amizades, outrora bem difíceis, em algo simples e corriqueiro.
Mas como todo ambiente que reúne muitas pessoas e possui seus códigos sociais, jargões, regrinhas de etiquetas, a internet também tem as suas bolas fora.
O que dizer de alguém que expõe sua vida de maneira frenética on line? Essas pessoas que colocam em blogs todas as suas particularidades, brigas, com detalhes dignos de programa de televisão aberta em fim de tarde?
Um horror, mas o pior são aqueles que nos fornecem um "micro-diário" de suas vidas, como se fossem uma Jacqueline Kennedy de lanhouse.
Estão sempre lá no msn, seu nome, "Fulano", acompanhados do último bem de consumo que adquiriram, de algum lugar para onde vão ou simplesmente de algum programa que fizeram, algo como "Fulano- Iupi, comprei minha Sony Cybershot" ou "Cicrano- Nossa o banheiro da Disneylandia é lindo!"?
Não sei se é porque neste mundo das celebridades instantâneas as pessoas querem de todo jeito aparecer, se é a solidão das grandes cidades e da sociedade moderna ou se é porque a funcionalidade da internet já ultrapassou os limites saudáveis e alguns não conseguem mais compartilhar mesmo as coisas mais comezinhas "apenas" com seus familiares e amigos mais próximos, e precisam fazer este pequeno Big Brother virtual.
Com a chegada do Twitter isso não mudou nem um pouco, pelo contrário, o serviço de microblogging permite que as pessoas narrem até suas idas ao banheiro em 140 caracteres.
Tem muito blogueiro "bem-sucedido, popular e invejado" que ao invés de tomar seu banho de praia patrocinado pelo dinheiro público, beber seu prosecco bancado por alguma empresa de software ou simplesmente ir beber no seu boteco nos finais de semana, passa estes eventos inteiros tuitando, ao invés de vivendo.
Poderia comer seus churrascos de gato em paz, mas que nada, precisa postar até quantos nervos achou no bife com direito a foto no Twitpic e tudo.
E nessa tal solidão do mundo moderno, as pessoas acham mais fácil conversar com alguém via internet (no caso de alguns "monologar") do que com alguém bem ali na sua frente.
Nos transformam em paparazzis involuntários, atirando suas polaroids em nossas mãos e potando-se na frente das lentes.
É como se fossemos perseguidos na rua por uma revista Caras gigante, que corresse atrás de nós e se abrisse na nossa frente, na verdade se arreganhasse, nos obrigando a ler o que está escrito, nos empurrando sua coluna social de pobre pela goela abaixo.
Isso sem falar nas pessoas que entram num programa de troca de mensagens instantâneas e colocam assim "ocupadíssimo(a), por favor não incomodem", não seria mais fácil nem ligar o tal programa, pra começar?
Mas essa é outra história, estou meio ocupado para falar sobre isso agora...
Excetuando-se o fato dela, a internet, ser também um pára-raios de vodu; no sentido de atrair tudo quanto é maluco, pentelho e gente esquisita que estava escondida seja lá aonde for; realmente fica até mais barato conversar com um amigo pelo msn ou skype do que fazer uma ligação interurbana ou internacional, por exemplo.
A rede aproximou as pessoas e transformou a manutenção de certas amizades, outrora bem difíceis, em algo simples e corriqueiro.
Mas como todo ambiente que reúne muitas pessoas e possui seus códigos sociais, jargões, regrinhas de etiquetas, a internet também tem as suas bolas fora.
O que dizer de alguém que expõe sua vida de maneira frenética on line? Essas pessoas que colocam em blogs todas as suas particularidades, brigas, com detalhes dignos de programa de televisão aberta em fim de tarde?
Um horror, mas o pior são aqueles que nos fornecem um "micro-diário" de suas vidas, como se fossem uma Jacqueline Kennedy de lanhouse.
Estão sempre lá no msn, seu nome, "Fulano", acompanhados do último bem de consumo que adquiriram, de algum lugar para onde vão ou simplesmente de algum programa que fizeram, algo como "Fulano- Iupi, comprei minha Sony Cybershot" ou "Cicrano- Nossa o banheiro da Disneylandia é lindo!"?
Não sei se é porque neste mundo das celebridades instantâneas as pessoas querem de todo jeito aparecer, se é a solidão das grandes cidades e da sociedade moderna ou se é porque a funcionalidade da internet já ultrapassou os limites saudáveis e alguns não conseguem mais compartilhar mesmo as coisas mais comezinhas "apenas" com seus familiares e amigos mais próximos, e precisam fazer este pequeno Big Brother virtual.
Com a chegada do Twitter isso não mudou nem um pouco, pelo contrário, o serviço de microblogging permite que as pessoas narrem até suas idas ao banheiro em 140 caracteres.
Tem muito blogueiro "bem-sucedido, popular e invejado" que ao invés de tomar seu banho de praia patrocinado pelo dinheiro público, beber seu prosecco bancado por alguma empresa de software ou simplesmente ir beber no seu boteco nos finais de semana, passa estes eventos inteiros tuitando, ao invés de vivendo.
Poderia comer seus churrascos de gato em paz, mas que nada, precisa postar até quantos nervos achou no bife com direito a foto no Twitpic e tudo.
E nessa tal solidão do mundo moderno, as pessoas acham mais fácil conversar com alguém via internet (no caso de alguns "monologar") do que com alguém bem ali na sua frente.
Nos transformam em paparazzis involuntários, atirando suas polaroids em nossas mãos e potando-se na frente das lentes.
É como se fossemos perseguidos na rua por uma revista Caras gigante, que corresse atrás de nós e se abrisse na nossa frente, na verdade se arreganhasse, nos obrigando a ler o que está escrito, nos empurrando sua coluna social de pobre pela goela abaixo.
Isso sem falar nas pessoas que entram num programa de troca de mensagens instantâneas e colocam assim "ocupadíssimo(a), por favor não incomodem", não seria mais fácil nem ligar o tal programa, pra começar?
Mas essa é outra história, estou meio ocupado para falar sobre isso agora...
Marcadores:
comportamento,
Etiqueta,
hipocrisia,
internet,
relacionamentos,
sociedade,
Twitter
Assinar:
Postagens (Atom)
