quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Nextel e celular: tecnologia não é nada

Prrrri-prrrrri.

Quem nunca esteve num local público, seja fila, restaurante, ônibus, metrô, saguão de aeroporto, sala de espera de cartomante e nunca ouviu esse apitinho infame de um Nextel?

O aparelhinho misto de rádio e telefone é o representante-mor da encheção de saco que a tecnologia pode representar nas mãos de um asno que por qualquer razão teve acesso a ela, mas o celular não fica muito atrás.

Conto isso porque dia desses estava no cinema e uma moçoila atendeu o celular e, imaginando-se educadíssima, disse pra amiga "não posso atender, estou no cinema!". Poxa, não pode atender, vejam vocês. Aquela joça não deveria estar nem ligada pra começar!

Mas celular no cinema/teatro/Missa/audiência de divórcio é algo amplamente documentado, narrado, condenado. Não preciso me extender nesses casos.

Mas e quando o uso é permitido?

Tem gente que consegue ser tão incomoda quanto se estivesse numa sessão de meditação com o Dalai Lama.

O rádio do Nextel é o melhor exemplo. O cara pra mostrar que é "importante" programa aquele treco pra soar mais alto do que um rádio de polícia, aí fica no meio da rua falando alto, gesticulando, como se estivesse coordenando a invasão da Normandia.

É um tal de "copiou?", "positivo?", "okappa!". Só falta se despedir falando "câmbio e desligo".

Sem contar aquelas pessoas que contam sua vida inteira aos berros no meio da rua, transformando qualquer ônibus, sala de espera ou vagão de metrô num misto de divã e confessionário.

Essa semana estava num restaurante e em 15 minutos descobri que a prima da moça na mesa ao lado tinha separado, o marido a havia trocado pela secretária do dentista dela, que ela estava faltando a análise haviam 2 meses (talvez daí o comportamento) e que por mais que ela tentasse, a aula de dança de salão só a fez emagrecer 300 gramas.

Todas informações dispensáveis, mas que estupraram meus ouvidos devido à altura e à desenvoltura com que a moça conversava ali, como se estivesse num concurso de sopranos.

Tudo isso só prova que tecnologia não é nada se não for associada a um cérebro plenamente funcional, vamos torcer pra inventarem algum tipo de enxerto (talvez até um chip) que resolva isso o mais brevemente possível.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

"Só estou dando uma olhadinha"

Quantas vezes já fomos obrigados a disparar esta frase como contra-ataque a uma investida de um "vendedor pitbull" na porta de alguma loja?

Algumas os dispõem em colunas, lado a lado, como se fossem uma tropa de choque a serviço do carnê de prestações.

É aquela coisa: você está passeando na rua ou em algum shopping, se interessa por algo que viu numa vitrine e dá uma meia parada para olhar. Até aí tudo mais ou menos bem (isso porque tem loja que instrui seus vendedores a te "pescar" já do lado de fora).

Mas normalmente seus problemas começam mesmo se você der aquele passo fatal, o passo para dentro da loja.

Imediatamente aparece um vendedor te abordando e você tem que dizer a frase "só estou dando uma olhadinha". Quando ela funciona, tudo bem, mas tem as lojas que ensinam aos vendedores que "o potencial comprador quer gastar seu dinheiro, você só precisa obrigá-lo a fazer isso", daí começa aquela espécie de dança do acasalamento, com o sujeito te cercando e você fugindo dele até sucumbir de um jeito (comprando alguma porcaria que nem quer) ou de outro (indo embora e fazendo-o "perder a vez" no rodízio).

Quem nunca passou pela situação de tentar caminhar dentro de uma loja, em paz, e ter atrás de si alguém dizendo "isso aí está saindo muito", "esta daí custa R$50,00", "se o Sr(a) quiser pode parcelar em 539 vezes sem juros no cartão", "Porque não leva? Ficou perfeita em você!", "Porque não compra um par de meias para acompanhar o chaveiro que está levando?" e outras tantas frases tão conhecidas por qualquer consumidor?

Sem contar as tentativas de te "enganar" de leve. Explico: você entra numa loja e pergunta "Você tem o tênis tal, marca tal, cor tal?" e recebe do vendedor a resposta "Tem, mas acabou!Porque você não leva um par de Havaianas?".

Não sei quem inventou essa história que diz que "vendedor bom é pro-ativo", "age como se estivesse numa batalha campal" e que "quanto mais agressivo, melhor".

Talvez os mesmos pentelhos que inventaram de obrigar os funcionários de lojas de departamento a cantar alguma musiquinha exdrúxula pela manhã quando a loja abre e à tarde quando fecha, achando que isso cria "espírito de equipe".

Não sei de onde surgiu essa coisa das "palestras motivacionais", "técnicas agressivas de venda" e outras idiotices, talvez do mesmo buraco de onde saíram os famigerados e gerúndicos manuais de telemarketing, que criaram essa horda de robôs, gente impessoal, mimetizada e que confunde pentelhação com solicitude.

O bom vendedor tem o equilíbrio exato entre estar disponível e ser invisível ao mesmo tempo, para que o comprador saiba que ele está ali, mas sem segui-lo como um stalker psicopata do cartão de débito.

Os consumidores agradecem.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

As velhas K-7

Outro dia estava falando aqui sobre a minha redescoberta do prazer de ouvir discos de vinil. É uma experiência deliciosa poder escutar "The Cure - Concert" novamente em uma vitrola, tal qual nos meus tempos.

E tudo isso me fez lembrar outra prática tão comum e que agora meio que se perdeu na "modernidade": gravar fitas cassete.

Quem nunca esperou um amigo comprar algum LP para gravá-lo? Ou quem nunca fez compilações para ouvir no carro ou dar de presente pra namorada ou para aquela menina que queria conquistar?

Lembro como se fosse hoje.

Smiths, Dire Straits e U2 eram tiro certo para "impressionar", sem contar algumas melancolias do Depeche Mode e até Belle&Sebastian.

É uma tecnologia de complicada preservação, obsoleta e, ao contrário do vinil, na minha opinião tem mais contras do que prós, mas que é uma lembrança querida, isso é.

Qualquer conhecido que viajasse para o exterior (Paraguai já tava valendo) recebia o pedido para que trouxesse uma caixinha com 10 fitas TDK de 90 min., que eu achava bem superior às BASF.

Quantas tardes de sábado não passei escolhendo as músicas uma a uma para, no final do dia, presentear o amor-quase-platônico da vez com aquela fita cheia de declarações gravadas em forma de músicas!

Lembro que, já mais adulto, andava com uma maleta no carro com umas 50 fitas. Tom Petty, Bob Marley, Lloyd Cole, Killing Joke...elas possuiam a vantagem de serem pequenas e fáceis de carregar, o que não diminuia as desvantagens como magnetização, ficarem enroladas no rádio, arrebentarem ou simplesmente empenarem se expostas ao sol muito forte.

Aquelas fitinhas definitivamente não eram feitas pra durar, mas com certeza deixaram lembranças que nunca mais vão sumir.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Follow Friday

Pra quem não usa o Twitter - será que ainda tem quem não use? - eu explico: o "Follow Friday" nada mais é do que pessoas indicando outras pessoas para serem seguidas na rede social.

Se você não sabe o que é "ser seguido" pode parar de ler aqui, porque se eu for explicar cada termo do twitter way of life excedo em muitos parágrafos o tal limite invisível de um post que funciona.

Eu acho o tal Follow Friday um evento feliz. Não sei se porque até um "quiabo no almoço friday" seria bom, afinal sexta-feira é o que há, ou se porque acho simpático mesmo receber indicações das pessoas que, suponho, consideram o conteúdo do que eu twitto digno de ser recomendado aos seus amigos e seguidores, mas o fato é que eu acho um evento legal e que ninguém pense o contrário.

Só que deveria ser melhor "pensado" por todos nós. Já li aqui e ali campanhas por um "Follow Friday mais relevante", noves fora o horror que tenho desse famigerado termo, eu concordo com a proposta.

É muito mais interessante a gente ler uma indicação personalizada, explicando até o porque de ser feita, do que aquele festival de arrobas e nomes aleatórios. Duvido da eficácia destas indicações em massa, porque não conheço muita gente que vá conferi-las uma a uma.

É muito mais fácil você se interessar por algo como "#FF indico a @SashaGrey porque ela é minha atriz pornô favorita" do que "#FF @sashagrey @gingerlynn @amberlynn @tracylords @punheteirosdeplantao", concordam?

Essa chuva de indicações sem rosto, parecem uma multidão vista do alto de um prédio. Sabemos que há alguém ali, mas particular e individualmente, acaba não existindo quase ninguém. Distinguimos os que já são conhecidos, se tanto.

Não creio nem que dê o tal retorno, já que canso de ler gente reclamando que "não sabe pra que serve o Follow Friday, já que não ganha um seguidor sequer no dia".

Talvez seja porque permaneça anônimo na multidão e uma lembrança mais personalizada, que diga inclusive o porque da tal indicação é muito mais legal, tanto pra quem é indicado quanto pra quem lê as tais indicações. Aposto que até o retorno seria mais produtivo.

Eu já comecei a praticar a idéia, que tal você também? E boa #FF!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"Salve Geral"

Este não é um post exclusivamente sobre o filme do mesmo nome, como fiz outro dia com "Se beber, não case", quero falar de mais coisas relacionadas a ele, mas começemos pelo dito cujo.

O filme é bom. Ponto. Tem alguns clichês hollywoodianos e algumas cenas claramente colocadas ali para "amarrar" o roteiro, mas é dinâmico, envolvente e prende a atenção do espectador até o final.

O diretor Sergio Rezende usa a história de uma professora de piano viúva que vê seu filho envolvido com o crime e passa a fazer de tudo para salvá-lo, para relatar como a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) organizou uma rebelião nos presídios de São Paulo e também parou a cidade.

A professora vivida por Andrea Beltrão (linda e numa atuação excelente) acaba se envolvendo com uma advogada (a "Ruiva", encenada por uma inspirada e perfeita Denise Weinberg) que trabalha para a cúpula do PCC.

Entre idas e vindas da história ela vai se afundando cada vez mais no esquema do crime, porém sempre vivendo o conflito interno de quem não quer "sujar as mãos". Os personagens, os diálogos, enfim, todo o filme é muito interessante, mas...

Eu sempre tenho um "mas", né?

Como todo filme brasileiro da tal "retomada", "Salve Geral" é um filme sobre pobrismo. Explico o termo pra quem não conhece: mostra favelas, pobreza, presídios, coisas assim e sempre assume uma visão romanceada da coisa, aquela aura de "Robin Hood", o que é falso.

O que se vê na tela é a tal fórmula "bandido humanizado, Estado omisso ou violento e classe média insensível". Convenhamos, não é tão simples assim.

Por mais que tenha gente presa que acaba ficando pior por conta da falta de penas alternativas e de uma política carcerária decente no Brasil, a maioria dos membros de facções criminosas são ruins sim, praticam o mal quase por diversão sim e não tem a menor intenção de viver dentro das normas e leis da sociedade.

O que falta e ainda não vi nos cinemas brasileiros, é fazerem um filme que mostre a "classe média" como a vítima que é, porque até aqui ela só tem servido pra pagar através de seus impostos esta "humanização" do crime nas telas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

De volta ao vinil

Dia desses estava zapeando pelo Mercado Livre e encontrei uma antiga vitrolinha daquelas portáteis. Como uma igual a que vi, bem conservada, é cara e a que encontrei estava num precinho camarada, resolvi leva-la, o que gerou um novo problema: não tenho mais coleção de discos de vinil.

Quer dizer, tenho, mas está em algum lugar do sítio em que meu pai mora perdida, daí resolvi entregar-me à tarefa de reunir títulos que valham a pena ouvir na minha nova vitrolinha.

Que tarefa mais gostosa! Redescobri o prazer de remexer trocentos LPs em prateleiras de lojas que ainda comercializam o saudoso bolachão.

Nestes tempos de facilidade da mp3, quase não lembrava mais como era excitante esperar os últimos lançamentos e passar horas vasculhando raridades nas lojas de discos.

Ainda posso sentir, como se fosse há 1 minuto atrás, a minha felicidade ao encontrar finalmente uma cópia de "First and Last and Always" do Sisters of Mercy na falecida(?) Gabriella Discos do Barrashopping. Ou então a minha surpresa misturada com o espanto de quem vê um novo mundo se abrir ao ouvir pela primeira vez "The Queen is Dead".

Lembro com saudades da minha coleção do Cure, os discos do U2 e, claro, meu queridíssimo acervo dos Smiths, que embalaram muita fossa da minha adolescência.

Minha falecida (será?) coleção ainda possuía Plebe Rude, Legião (que ainda não servia como detector de chatos naquela época), Camisa de Vênus, Violeta de Outono, Inocentes, The Fall, Echo and the Bunnymen, Mighty Lemon Drops...

Os discos em si falam muito, mas o que quero dizer na verdade é que parecia que aquela música, "impressa" nos discos de vinil, tinha mais personalidade do que os arquivos digitais de hoje.

Não que a qualidade seja melhor ou pior, não é nada disso. Artistas que eu adoro como os Killers ou o Muse só conheci em mp3. Mas aqueles discões acabavam fazendo parte da nossa vida de forma mais afetiva, isso eu não tenho como negar.

Existem títulos que não sei se conseguiria ouvir em vinil, nem se existissem, porque a qualidade do som digital ainda me embasbaca, ainda que os entendidos digam o contrário.

Mas certos sons, tipo Elvis, Chico Buarque, Johnny Cash, Supertramp, Simple Minds e todos os que citei acima da minha época do vinil, soam quase como mágica quando são tocados na vitrolinha que mais parece uma máquina do tempo nesta hora.

Volto anos e anos atrás, e é uma sensação estranha e boa ao mesmo tempo, assim como caminhar na rua carregando uma sacola quadrada cheia de discos de vinil dentro outra vez.

Fazia tanto tempo! (E parece que não passou tempo algum)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O Dia Mundial sem Carro

O assunto nos jornais, blogs e Twitter hoje é o tal Dia Mundial Sem Carro. Se bem entendi, esta é uma iniciativa que visa conscientizar as pessoas para a necessidade de utilizar transportes alternativos e para a urgência da redução da poluição do ar.

O primeiro sinal de malice nisso é a tal palavrinha "conscientizar". Isso geralmente denota que alguém tentará convencer outro alguém que o que está bem diante dos seus olhos na verdade "não é bem assim".

Por exemplo: as ONGs de direitos humanos tentam nos convencer que um facínora que assassinou a facadas uma família inteira para roubar um faqueiro, na verdade é uma "pobre criança indefesa que não teve a devida atenção da sociedade".

Da mesma forma é a tal satanização dos automóveis e seus proprietários. No Brasil a gente tende a culpar o alvo mais fácil e buscar a solução menos complicada.

Me digam se esta cena não é corriqueira em qualquer grande cidade: 18:00 horas, um engarrafamento infernal, todos de janelas fechadas com medo dos assaltos, sinal (semáforo) abrindo e fechando sem que os carros consigam andar, vários ônibus lotados, com pessoas ali dentro morrendo de calor, cansaço e todas espremidas tal qual sardinhas em lata, um guarda de trânsito soprando seu apito enlouquecidamente e multando qualquer coisa que se mova diferente do que ele ache adequado.

Soa familiar tal descrição?

Agora me responda: quem, em sã consciência, preferiria viver isso a utilizar um veículo leve sobre trilhos, bonde, trem ou ainda um metrô que fosse refrigerado, pontual, espaçoso e com intervalos decentes entre as composições e levasse qualquer um até próximo de sua casa, fosse aonde fosse, em um trajeto contínuo?

Não conheço ninguém que também não curta algumas chicotadas e pingos de vela que preferiria o engarrafamento à cena que descrevi acima.

Só que nas cidades brasileiras a coisa não funciona assim. Quem mora longe não tem como chegar em casa sem utilizar transportes de qualidade medíocre ou automóvel, esse é o fato.

O metrô do Rio de Janeiro por exemplo avança à medida de uma nova estação a cada quatro anos. Nesse passo, quando meus netos tiverem a minha idade o metrô da tal Linha 4 chegará até Jacarepaguá.

As estações que já existem não tem acessibilidade decente. Uma pessoa com problema nos joelhos terá que subir vários lances de escada em diversas estações. Seu funcionamento não vai até altas horas como deveria e as composições vivem entupidas, com pessoas se acotovelando ali dentro.

Quem pega um trem do metrô na Linha 2 (Zona Norte e Baixada), sabe bem o zoológico que aquilo vira depois das 5 da tarde.

E o metrô é o que de melhor o transporte coletivo da cidade oferece.

Os trens são dignos da India ou Paquistão, os ônibus são vergonhosos, sucateados. Nem vou falar do tal "transporte alternativo", essas famigeradas kombis e vans que não oferecem segurança, não respeitam leis ou as menores regras de civilidade, pioram ainda mais o trânsito e são, em sua maioria, dominadas por milícias e marginais.

Numa cidade em que faz mais de 30 graus quase todo dia, ar-condicionado ainda é considerado luxo.

Isso e o caos no trânsito que ocorre devido a transporte ilegal e sistema de sinais (semáforos) e organização viária totalmente obsoletos, daí quem pega um ônibus num trajeto que demoraria 40 minutos normalmente, leva mais de 2 horas para chegar ao seu destino.

Num cenário destes, como culpar quem mora longe do centro e use automóvel?

Ficará engarrafado, mas pelo menos estará confortavelmente acomodado numa poltrona, com som ambiente e ar-condicionado. Mas acredite: a maioria esmagadora destas pessoas preferiria outra opção.

Mas qual? Bicicleta? Pra quem precisa percorrer um trajeto de até uns 5km eu até admito, mas mais do que isso? Como? Quem tentar, se conseguir completar a aventura sem que um ônibus, van, kombi ou mesmo carro passe em cima ou sem ser assaltado pela bandidagem que domina as ruas, chegará no trabalho empapado de suor, imundo.

Não é realista.

Assim como não é realista nas condições atuais de transporte coletivo no Brasil, exigir ou mesmo pedir que as pessoas deixem seus carros na garagem. Óbvio que para o poder público é bem mais fácil colocar a culpa nos donos de automóveis.

São eles que sofrem um assalto anual na forma do IPVA, que são bi-tributados quando passam em praças de pedágio, que sofrem o assédio da indústria da multa, dos flanelinhas, do escambau e ainda assim, na visão do governo e dos malas "ambientalistas", eles são os vilões.

Não são.

São vítimas de um sistema de transportes caótico, obsoleto, desumano, assim como cada um de nós.

É aí que está o problema e também é aí onde mora a solução.
 
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