Ontem foi realizada no Rio de Janeiro a "Parada de Natal da Disney", na praia de Copacabana.
Não vou usar este espaço pra falar (de novo) da falta de educação do carioca (ou melhor, do brasileiro em geral), que chega ao ponto de empurrar crianças para conseguir uma melhor visão de um evento feito pra elas, as crianças, nem da quantidade de lixo atirada ao chão ou da necessidade de organizarmos urgentemente o sistema de transportes da cidade, que já é caótico e consegue piorar com qualquer atividade que se realize na Orla.
Quero falar da incrível influência que a (o correto seria "o", mas tudo bem) Disney World exerce sobre pessoas de todas as idades.
Lembro que, ainda adolescente, visitei o parque em Orlando e meio que não entendia porque os adultos pareciam curtir aquilo tudo bem mais do que nós teenagers ou as crianças, mas hoje eu entendo perfeitamente: todo o mundo de Walt Disney nos faz voltar às melhores lembranças de nossa infância, à inocência, à proteção do nosso lar e por fim, calam fundo em nossa alma, nos levando a lugares queridos do nosso consciente e subconsciente.
Ontem fui eu que me emocionei mais do que as duas criancinhas que levei para assistir à Parada da Disney e pude compreender a força que essas lembranças tem em todos nós.
Mas o que chama a atenção também é que mesmo com tantos personagens novos presentes, como os da Toy Story, High School Music, Rei Leão e até as 3 Princesas que foram tão bem repaginadas para esta nova geração de crianças (quem tem menininhas na família sabe o que falo quando menciono a "loucura" que elas sentem pelas Princesas), mesmo com tantos novos habitantes do Mundo Disney, todos, crianças e adultos gostam mesmo é do bom e velho camundongo de 81 anos, o Mickey Mouse.
Pela gritaria dos miúdos dava pra perceber que "alguém importante" vinha em uma das alegorias, e qual não foi minha surpresa ao saber que era pelo octogenário ratinho que elas faziam tanta festa.
É um fenômeno bastante curioso e digno de registro, por isso resolvi falar sobre esse assunto hoje.
Outra coisa interessantíssima é a quantidade de "anti-americanos" que não abrem mão do seu Mc Donald's, da sua coca-colinha gelada e que choram, riem e aplaudem um simples camundongo de desenho animado, expoente inconteste da cultura daquele grande país do norte, praticamente um porta-estandarte do "imperialismo". (risos)
Trata-se de um ícone social, cultural, emocional que transcende fronteiras, ideologias e preconceitos. Provavelmente suas camisetas vendem mais até do que as do Che Guevara e dizem por aí que até o aiatolá Khomeini usava um reloginho com ele no pulso.
Se isso é verdade ou mito, não sei, mas de uma coisa eu tenho certeza: o Mickey é o "cara".
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
O Mickey é o cara.
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Convites pro Novo Orkut (ou Facebook cover)
Demorei um pouquinho mais do que pretendia para falar aqui do Novo Orkut porque resolvi dar uma segunda, uma terceira e até uma quarta chance para ele me impressionar um pouco mais.
Não adiantou. Quando ia pra quinta tentativa resolvi clicar no botãozinho "versão antiga" e continuar por ali mesmo.
Não que eu seja contra mudanças e inovações, nada disso, mas pra alguém como eu que só entrou no Facebook para acompanhar o perfil da Sarah Palin porque considera aquele monte de penduricalhos do site um verdadeiro suplício funcional, o Novo Orkut soava como um Facebook sem a Sarah.
No ramo de automóveis alguns vendedores chamam de "vovô maquiado" aquele carro que ainda dá um lucro pra montadora mas está ultrapassado, aí então para não investir demais em mudanças estruturais dispendiosas, a fábrica coloca enfeites, aerofólios, spoilers, borrachões e apresenta sua velha novidade num lançamento pomposo.
O Novo Orkut tem um pouco disso na minha opinião. O visual é mais "facebookado", você escolhe a cor do seu plano de fundo, as atualizações dos seus contatos aparecem de uma forma meio ostensiva na sua página principal, suas comunidades e amigos passam a aparecer todas na mesma coluna, sem a necessidade do "view all", mas a verdade é que tudo ficou mais difícil de ser encontrado, o site ficou menos organizado e a informação relevante se perdeu no meio de tanta "maquiagem".
O Orkut com isso conseguiu perder o que ainda tinha de vantagem em relação à outras "redes sociais": a facilidade do uso.
Mas o buzz foi grande! O site novamente exigiu que se tivesse um convite para testar sua nova versão e as pessoas saíram desesperadas atrás de um. Uma outra "febre" orkutiana aconteceu, com pessoas vendendo convites no Mercado Livre e tudo.
Mas no final das contas, o tal Novo Orkut parece mais com a tentativa de uma casa de chá de concorrer com o Mc Donald´s. Ao invés de servir seus chocolates quentes, petit fours e torradas amanteigadas, passaria a vender hamburgers e batata frita.
O resultado seria uma lanchonete para sexagenários ou uma péssima casa de chá. É o caso dessa reformulação do Orkut. Os trolls estão todos ali, a favelização internética da rede social está igualzinha, a única coisa que mudou foi que pintaram o barraco.
Mas cheiro de tinta incomoda demais, por isso vou permanecer na tal versão antiga mesmo, já que o "velho" Orkut continua ali no mesmo lugar, com todos os problemas que o novo não conseguiu eliminar, mas pelo menos mais simples.
Duvida do que eu disse? Te dou um convite pra testar. Deixe seu comentário aí embaixo que os dois mais bem elaborados ganharão uma passagem para ver como não existe nada mais "velho" do que o Novo Orkut.
Não adiantou. Quando ia pra quinta tentativa resolvi clicar no botãozinho "versão antiga" e continuar por ali mesmo.
Não que eu seja contra mudanças e inovações, nada disso, mas pra alguém como eu que só entrou no Facebook para acompanhar o perfil da Sarah Palin porque considera aquele monte de penduricalhos do site um verdadeiro suplício funcional, o Novo Orkut soava como um Facebook sem a Sarah.
No ramo de automóveis alguns vendedores chamam de "vovô maquiado" aquele carro que ainda dá um lucro pra montadora mas está ultrapassado, aí então para não investir demais em mudanças estruturais dispendiosas, a fábrica coloca enfeites, aerofólios, spoilers, borrachões e apresenta sua velha novidade num lançamento pomposo.
O Novo Orkut tem um pouco disso na minha opinião. O visual é mais "facebookado", você escolhe a cor do seu plano de fundo, as atualizações dos seus contatos aparecem de uma forma meio ostensiva na sua página principal, suas comunidades e amigos passam a aparecer todas na mesma coluna, sem a necessidade do "view all", mas a verdade é que tudo ficou mais difícil de ser encontrado, o site ficou menos organizado e a informação relevante se perdeu no meio de tanta "maquiagem".
O Orkut com isso conseguiu perder o que ainda tinha de vantagem em relação à outras "redes sociais": a facilidade do uso.
Mas o buzz foi grande! O site novamente exigiu que se tivesse um convite para testar sua nova versão e as pessoas saíram desesperadas atrás de um. Uma outra "febre" orkutiana aconteceu, com pessoas vendendo convites no Mercado Livre e tudo.
Mas no final das contas, o tal Novo Orkut parece mais com a tentativa de uma casa de chá de concorrer com o Mc Donald´s. Ao invés de servir seus chocolates quentes, petit fours e torradas amanteigadas, passaria a vender hamburgers e batata frita.
O resultado seria uma lanchonete para sexagenários ou uma péssima casa de chá. É o caso dessa reformulação do Orkut. Os trolls estão todos ali, a favelização internética da rede social está igualzinha, a única coisa que mudou foi que pintaram o barraco.
Mas cheiro de tinta incomoda demais, por isso vou permanecer na tal versão antiga mesmo, já que o "velho" Orkut continua ali no mesmo lugar, com todos os problemas que o novo não conseguiu eliminar, mas pelo menos mais simples.
Duvida do que eu disse? Te dou um convite pra testar. Deixe seu comentário aí embaixo que os dois mais bem elaborados ganharão uma passagem para ver como não existe nada mais "velho" do que o Novo Orkut.
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Um dia sem gari
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, prometeu que deixará algumas áreas da cidade sem coleta de lixo durante 24 horas e sem aviso prévio.
Será que o prefeito ficou maluco? De forma alguma! O que o alcaide deseja é mostrar aos cariocas a quantidade de lixo que eles despejam sem razão nas ruas diariamente, talvez pra ver se as pessoas sejam tomadas de alguma espécie de vergonha e parem de agir como verdadeiros porcos.
A sujeira das ruas do Rio de Janeiro só não me incomoda mais do que favelas e flanelinhas, nesta ordem.
É "normal" a pessoa estar em um congestionamento e assistir à verdadeira chuva de latas de refrigerante, copos descartáveis, garrafas de todos os tipos, papéis, tudo isso atirado pelas janelas dos automóveis e coletivos, numa demonstração de que a sujismundice não tem idade, cor, credo ou classe social.
Nas praias então é pior. Existem não sei quantas centenas de lixeiras dispostas pela orla da cidade, tanto na areia quanto nos calçadões, no entanto o carioca joga seus cocos, palitos de picolé, jornais já lidos e o que você mais conseguir imaginar nas areias das praias, como se fossem oferendas pra alguma "entidade" da porcaria.
Isso porque nem vou falar do hábito de urinar em árvores, postes, calçadas e, se bobear, até no nosso pé. É um péssimo costume que se aprende desde cedo, como já retratei em uma foto no meu Twitpic.
Além disso, aponte-me um fumante que não jogue suas guimbas no chão por onde passe, que eu te aponto um fumante que se preocupa com a própria saúde de verdade.
Daí o que sobra para todos, tanto os porcos que sujam quanto as pessoas que tentam não impactar o ambiente com seu lixo, são as calçadas imundas e fedorentas, que desafiam o tal conceito de "Cidade Maravilhosa" completamente.
E o prefeito só vai deixar alguns pontos da cidade sem coleta de lixo por 24 horas, imagina se deixasse uma semana ou um mês a cidade inteira!?
Fica a dúvida: em quanto tempo o carioca conseguiria ficar soterrado no seu próprio lixo, como fruto da sua falta de educação?
Espero que o tratamento de choque funcione e alguma coisa mude, porque medalha de ouro em porcaria é o máximo que o Rio de Janeiro mereceria hoje em dia.
Será que o prefeito ficou maluco? De forma alguma! O que o alcaide deseja é mostrar aos cariocas a quantidade de lixo que eles despejam sem razão nas ruas diariamente, talvez pra ver se as pessoas sejam tomadas de alguma espécie de vergonha e parem de agir como verdadeiros porcos.
A sujeira das ruas do Rio de Janeiro só não me incomoda mais do que favelas e flanelinhas, nesta ordem.
É "normal" a pessoa estar em um congestionamento e assistir à verdadeira chuva de latas de refrigerante, copos descartáveis, garrafas de todos os tipos, papéis, tudo isso atirado pelas janelas dos automóveis e coletivos, numa demonstração de que a sujismundice não tem idade, cor, credo ou classe social.
Nas praias então é pior. Existem não sei quantas centenas de lixeiras dispostas pela orla da cidade, tanto na areia quanto nos calçadões, no entanto o carioca joga seus cocos, palitos de picolé, jornais já lidos e o que você mais conseguir imaginar nas areias das praias, como se fossem oferendas pra alguma "entidade" da porcaria.
Isso porque nem vou falar do hábito de urinar em árvores, postes, calçadas e, se bobear, até no nosso pé. É um péssimo costume que se aprende desde cedo, como já retratei em uma foto no meu Twitpic.
Além disso, aponte-me um fumante que não jogue suas guimbas no chão por onde passe, que eu te aponto um fumante que se preocupa com a própria saúde de verdade.
Daí o que sobra para todos, tanto os porcos que sujam quanto as pessoas que tentam não impactar o ambiente com seu lixo, são as calçadas imundas e fedorentas, que desafiam o tal conceito de "Cidade Maravilhosa" completamente.
E o prefeito só vai deixar alguns pontos da cidade sem coleta de lixo por 24 horas, imagina se deixasse uma semana ou um mês a cidade inteira!?
Fica a dúvida: em quanto tempo o carioca conseguiria ficar soterrado no seu próprio lixo, como fruto da sua falta de educação?
Espero que o tratamento de choque funcione e alguma coisa mude, porque medalha de ouro em porcaria é o máximo que o Rio de Janeiro mereceria hoje em dia.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Craque de bola, cabeça-de-bagre no resto
Uma amiga veio comentar os resultados dos jogos de futebol na Europa no final de semana (olha que sorte, tenho amigas que adoram futebol) e começou, meio sem querer, a citar alguns nomes de jogadores brasileiros em atividade por lá.
Foi natural que comentássemos sobre o estilo de jogo de cada um deles e no final, sobre a personalidade de cada um.
Houve um tempo em que os craques eram bêbados, tinham problemas com drogas, confusões, mas dentre estes existiam os bem articulados, inteligentes, perspicazes, espirituosos. Podiam não ser santos, mas...
Quem não se deleita ao ler ou ouvir uma entrevista do Roberto Dinamite, Zico, Paulo César Caju, Romário, Renato Gaucho, Tostão? Podem ter maior ou menor educação formal entre si, mas são todos, sem exceção, pessoas inteligentes e interessantes de se ouvir, principalmente quando o assunto é aquele no qual são catedráticos: o futebol.
Isso me fez pensar também sobre o porque da maioria dos craques de hoje em dia, alguns do Brasil e outros de fora, parecerem mais com pessoas que foram expostas à radiação quando bebês.
Sério.Uns parecem completamente idiotizados em palavras e atitudes, outros não conseguem concatenar mais de duas frases coerentemente e acaba que a pessoa que acompanha o esporte acha que é tudo um grande circo ou um hospício.
Será que tudo o que era distribuido de maneira equilibrada entre os pés e a cabeça acabou indo parar, por algum acidente genético, somente nos pés? Discursos prontos e iguais, falsa humildade, idiotices que beiram o retartamento mental e, para piorar, os que tem um pouco mais de massa cinzenta usam-na para propagar lixos que vão desde seitas religiosas até bandas de axé.
Não creio que dinheiro demais faça mal, este não é o problema deles, acho que é a incapacidade de usá-lo para exercitar um pouco a cabeça também, e não só se entupir de picanhas, que faz falta.
Triste época essa em que vivemos, na qual os craques valem tanto, sem no fundo valerem nada.
Foi natural que comentássemos sobre o estilo de jogo de cada um deles e no final, sobre a personalidade de cada um.
Houve um tempo em que os craques eram bêbados, tinham problemas com drogas, confusões, mas dentre estes existiam os bem articulados, inteligentes, perspicazes, espirituosos. Podiam não ser santos, mas...
Quem não se deleita ao ler ou ouvir uma entrevista do Roberto Dinamite, Zico, Paulo César Caju, Romário, Renato Gaucho, Tostão? Podem ter maior ou menor educação formal entre si, mas são todos, sem exceção, pessoas inteligentes e interessantes de se ouvir, principalmente quando o assunto é aquele no qual são catedráticos: o futebol.
Isso me fez pensar também sobre o porque da maioria dos craques de hoje em dia, alguns do Brasil e outros de fora, parecerem mais com pessoas que foram expostas à radiação quando bebês.
Sério.Uns parecem completamente idiotizados em palavras e atitudes, outros não conseguem concatenar mais de duas frases coerentemente e acaba que a pessoa que acompanha o esporte acha que é tudo um grande circo ou um hospício.
Será que tudo o que era distribuido de maneira equilibrada entre os pés e a cabeça acabou indo parar, por algum acidente genético, somente nos pés? Discursos prontos e iguais, falsa humildade, idiotices que beiram o retartamento mental e, para piorar, os que tem um pouco mais de massa cinzenta usam-na para propagar lixos que vão desde seitas religiosas até bandas de axé.
Não creio que dinheiro demais faça mal, este não é o problema deles, acho que é a incapacidade de usá-lo para exercitar um pouco a cabeça também, e não só se entupir de picanhas, que faz falta.
Triste época essa em que vivemos, na qual os craques valem tanto, sem no fundo valerem nada.
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terça-feira, 24 de novembro de 2009
Tio Sukita
Impossível não conhecer o termo, não é? O comercial de refrigerante ficou na memória de todo mundo que o assistiu, no inconsciente coletivo até de quem não o viu, e terminou virando até expressão idiomática.
Um amigo meu dizia muito propriamente que enquanto ele ia ficando mais velho, as menininhas de Cabo Frio continuavam todas da mesma idade.
Não sei se ele inventou isso ou leu em algum lugar, mas gosto muito dessa frase e acredito que ela tenha uma poesia embutida bem além da figura meio patética do Tio Sukita.
Quando ando de metrô voltando pra casa no final da tarde, além do aperto e do calor habituais que a concessionária faz o usuário passar, vejo bandos e mais bandos de menininhas do Colégio Pedro II que acabaram de sair de mais um dia de aula.
Não entenda aqui nenhum desejo mal escondido, pelo contrário, pessoalmente não sou muito chegado em menininhas novas para me relacionar, sempre me dei muito bem com as da minha idade e creio que assim será ainda por mais alguns bons anos.
Muitas não são nem bonitas na acepção da palavra, mas tem algo que as torna adoráveis: juventude, viço e aquela alegria que todo adolescente traz consigo junto com a contestação e o poder quase infinito de encher o saco dos outros.
Que os falsos moralistas me perdoem, mas poucas coisas são tão bonitas e naturalmente eróticas quanto saias de colegial, não é?
Não posso nem dizer que me arrependo da época em que tinha a idade delas e não aproveitei direito, porque sempre admirei as belas e nem tão belas moças do meu colégio.
Mas quando a idade chega (e nem chegou tanto assim pra mim ainda) é revigorante olhar e admirar toda aquela juventude explodindo em beleza.
Nos lembra como o tempo passa rápido, nos lembra como é bom descobrir a vida, encontrar amores, dores, o primeiro porre, o primeiro beijo, as festinhas de sábado à noite, as paqueras e espectativas, enfim, toda a vida bem ali à nossa frente.
Essas meninas com suas sainhas curtas e coxas roliças são pra mim antes de mais nada uma lembrança viva do adolescente que existe dentro de mim e de cada um de nós, da parte boa e lírica dos primeiros anos da juventude, que se vão num piscar de olhos.
Assim como elas se vão quando a porta do vagão abre na sua estação e o trem segue em frente, vão-se os dias e os anos sem que a gente nem perceba como foi direito.
Tudo muda, tudo se transforma e nem sempre é pra melhor. Responsabilidades, obrigações, o tempo que vai ficando cada vez mais curto e a vida que não pára para ninguém, por mais que a gente tente atrasá-la.
Ainda bem que o meu amigo estava completamente certo e pelo menos elas continuam ali, de sainhas curtas e cabelos desarrumados, lindas, e sempre com a mesma idade.
Um amigo meu dizia muito propriamente que enquanto ele ia ficando mais velho, as menininhas de Cabo Frio continuavam todas da mesma idade.
Não sei se ele inventou isso ou leu em algum lugar, mas gosto muito dessa frase e acredito que ela tenha uma poesia embutida bem além da figura meio patética do Tio Sukita.
Quando ando de metrô voltando pra casa no final da tarde, além do aperto e do calor habituais que a concessionária faz o usuário passar, vejo bandos e mais bandos de menininhas do Colégio Pedro II que acabaram de sair de mais um dia de aula.
Não entenda aqui nenhum desejo mal escondido, pelo contrário, pessoalmente não sou muito chegado em menininhas novas para me relacionar, sempre me dei muito bem com as da minha idade e creio que assim será ainda por mais alguns bons anos.
Muitas não são nem bonitas na acepção da palavra, mas tem algo que as torna adoráveis: juventude, viço e aquela alegria que todo adolescente traz consigo junto com a contestação e o poder quase infinito de encher o saco dos outros.
Que os falsos moralistas me perdoem, mas poucas coisas são tão bonitas e naturalmente eróticas quanto saias de colegial, não é?
Não posso nem dizer que me arrependo da época em que tinha a idade delas e não aproveitei direito, porque sempre admirei as belas e nem tão belas moças do meu colégio.
Mas quando a idade chega (e nem chegou tanto assim pra mim ainda) é revigorante olhar e admirar toda aquela juventude explodindo em beleza.
Nos lembra como o tempo passa rápido, nos lembra como é bom descobrir a vida, encontrar amores, dores, o primeiro porre, o primeiro beijo, as festinhas de sábado à noite, as paqueras e espectativas, enfim, toda a vida bem ali à nossa frente.
Essas meninas com suas sainhas curtas e coxas roliças são pra mim antes de mais nada uma lembrança viva do adolescente que existe dentro de mim e de cada um de nós, da parte boa e lírica dos primeiros anos da juventude, que se vão num piscar de olhos.
Assim como elas se vão quando a porta do vagão abre na sua estação e o trem segue em frente, vão-se os dias e os anos sem que a gente nem perceba como foi direito.
Tudo muda, tudo se transforma e nem sempre é pra melhor. Responsabilidades, obrigações, o tempo que vai ficando cada vez mais curto e a vida que não pára para ninguém, por mais que a gente tente atrasá-la.
Ainda bem que o meu amigo estava completamente certo e pelo menos elas continuam ali, de sainhas curtas e cabelos desarrumados, lindas, e sempre com a mesma idade.
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Leis inúteis num mundo ideal
Existem variadas páginas na internet que contam sobre diversas leis bizarras que existem pelo mundo afora.
Desde a proibição de beijar no Metrô aplicada na França à impossibilidade de se pintar a própria casa sem autorização do governo que vale na Suécia, passando por outras como proibição do topless "com fins lucrativos" em Nova York e a "corporativistíssima" lei australiana que diz que "somente eletricistas podem trocar lâmpadas".
Exemplos não faltam certamente, as listas são quase infindáveis. Mas quem dera que eu achasse somente estas leis completamente estúpidas.
Infelizmente existem outras que, na minha mui modestíssima opinião, conseguem ser piores do que estas.
Vejamos o nosso Brasil, país de 302674943 leis que sobrepõem-se, concorrem entre si e transformam qualquer processo judicial num infindável calvário, possibilitando impunidades e injustiças das mais variadas.
Nosso país tem leis que conseguem ser piores do que as gringas citadas acima, pelo simples motivo de que seriam inúteis caso as pessoas fossem dotadas de um cérebro minimamente funcional.
O que dizer de uma lei que obriga o cidadão a usar cinto de segurança quando anda de carro?
Está provado das mais variadas formas possíveis que o uso do cinto evita tanto os casos fatais em acidentes quanto as possíveis sequelas.
Quer dizer, o cara precisa de uma lei que o obrigue a utilizar um dispositivo de segurança, porque se não estiver sob pena de multa, preferiria não usá-lo!
Outra lei é a tal "anti-fumo". Todo mundo sabe que cigarro mata, que o fumante passivo sofre tanto quanto o asno que empunha o bastonete de nicotina, que a pele fica fedida, o cabelo idem, as roupas defumadas, o ambiente irrespirável, mas foi preciso que criassem leis com multas altíssimas para que as pessoas deixassem de fumar em ambiantes fechados, quando elas não deveriam fazê-lo nem em ambientes abertos, por livre e expontânea vontade!
Caso o governo quisesse fazer uma espécie de controle populacional, diminuindo assim a superlotação dessa barca chamada Brasil, era mais fácil não só liberar quanto proibir o uso do cinto de segurança e forçar através de lei o tabagismo massivo.
Os carros viriam sem cinto de fábrica e distribuiríamos cigarros sem filtro nas escolas, de repente já pros alunos do jardim de infância.
Mas aí aposto que haveriam órgãos de direitos humanos, sindicatos e movimentos sociais protestando contra o genocídio estatal e exigindo o direito de usar o cinto e de optar por não aspirar-inspirar fumaça tóxica que todo o cidadão deve ter.
Assim sendo, a menos que as pessoas passem a achar saudável colocar a boca num cano de descarga de automóvel só pelo prazer de aspirar uma "fumacinha" que mata mais rápido, ou pular de bungee jump sem o elástico, essas leis deveriam ser totalmente inúteis.
Tão inúteis quanto o "direito de votar obrigatoriamente".
Mas quem disse que o ser humano é simples? Precisamos complicar tudo, precisamos criar caso pra quase tudo, até quando a lógica e a inteligência nos levariam a agir diferente.
Desde a proibição de beijar no Metrô aplicada na França à impossibilidade de se pintar a própria casa sem autorização do governo que vale na Suécia, passando por outras como proibição do topless "com fins lucrativos" em Nova York e a "corporativistíssima" lei australiana que diz que "somente eletricistas podem trocar lâmpadas".
Exemplos não faltam certamente, as listas são quase infindáveis. Mas quem dera que eu achasse somente estas leis completamente estúpidas.
Infelizmente existem outras que, na minha mui modestíssima opinião, conseguem ser piores do que estas.
Vejamos o nosso Brasil, país de 302674943 leis que sobrepõem-se, concorrem entre si e transformam qualquer processo judicial num infindável calvário, possibilitando impunidades e injustiças das mais variadas.
Nosso país tem leis que conseguem ser piores do que as gringas citadas acima, pelo simples motivo de que seriam inúteis caso as pessoas fossem dotadas de um cérebro minimamente funcional.
O que dizer de uma lei que obriga o cidadão a usar cinto de segurança quando anda de carro?
Está provado das mais variadas formas possíveis que o uso do cinto evita tanto os casos fatais em acidentes quanto as possíveis sequelas.
Quer dizer, o cara precisa de uma lei que o obrigue a utilizar um dispositivo de segurança, porque se não estiver sob pena de multa, preferiria não usá-lo!
Outra lei é a tal "anti-fumo". Todo mundo sabe que cigarro mata, que o fumante passivo sofre tanto quanto o asno que empunha o bastonete de nicotina, que a pele fica fedida, o cabelo idem, as roupas defumadas, o ambiente irrespirável, mas foi preciso que criassem leis com multas altíssimas para que as pessoas deixassem de fumar em ambiantes fechados, quando elas não deveriam fazê-lo nem em ambientes abertos, por livre e expontânea vontade!
Caso o governo quisesse fazer uma espécie de controle populacional, diminuindo assim a superlotação dessa barca chamada Brasil, era mais fácil não só liberar quanto proibir o uso do cinto de segurança e forçar através de lei o tabagismo massivo.
Os carros viriam sem cinto de fábrica e distribuiríamos cigarros sem filtro nas escolas, de repente já pros alunos do jardim de infância.
Mas aí aposto que haveriam órgãos de direitos humanos, sindicatos e movimentos sociais protestando contra o genocídio estatal e exigindo o direito de usar o cinto e de optar por não aspirar-inspirar fumaça tóxica que todo o cidadão deve ter.
Assim sendo, a menos que as pessoas passem a achar saudável colocar a boca num cano de descarga de automóvel só pelo prazer de aspirar uma "fumacinha" que mata mais rápido, ou pular de bungee jump sem o elástico, essas leis deveriam ser totalmente inúteis.
Tão inúteis quanto o "direito de votar obrigatoriamente".
Mas quem disse que o ser humano é simples? Precisamos complicar tudo, precisamos criar caso pra quase tudo, até quando a lógica e a inteligência nos levariam a agir diferente.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Tempo, senhor da razão, devorador de tudo.
O tempo apaga tudo. Quantas vezes já ouvimos esta afirmação, não é?
Quando crianças e adolescentes ouvimos nossos pais dizerem que não teremos aquela disposição toda depois de uns anos na "guerra" e ficamos putos, imaginando ser mentira, fruto da inveja que eles possam sentir da nossa juventude e tempo livre.
Aí esse msesmo tempo que não mente e nem sente inveja de nada e o aconchego de um sofá com um bom filme no DVD num final de semana nos fazem ver que, para variar, nossos pais estavam cobertos de razão.
Mas existem também as pessoas que encontramos pelo caminho. Quem nunca se pegou ao final de um curso ginasial ou mesmo superior fazendo juras de amizade eterna, de manter contato e nunca deixar aquele espírito desaparecer?
Qualquer ser humano que passe dos trinta pode contabilizar uma boa centena de "amigos eternos".
Pena que o tempo (sempre ele) e a vida real não respeitam muito essas promessas e acabamos vendo que amigos mesmo só uns poucos e que se de eterno nem nós mesmo somos, que dirá nossas relações pessoais.
Isso tudo tem seu lado bom, é claro. Não sei se gostaria de ver meus amigos de infância ficando calvos, barrigudos e, principalmente, chatos. Pais de família falando de emprego, papinhas e, às vezes, amantes. Deixa isso para os chatos que eu conheci já na idade adulta e que não me decepcionam com sua perda de viço.
Os da faculdade então nem se fala. Éramos dignos membros da juventude médio-abastada do nosso país. Curso superior em instituição particular, todos morando fora porque a faculdade era no interior e todo o tempo do mundo(aí ele agia a favor) para fazer besteiras, experimentar tudo, curtir um ócio às vezes nada criativo e simplesmente ocupar-se em viver.
Formados, todos tornam-se concorrentes. Seja na profissão, seja na vida. A maturidade traz a competição e faz aflorar o animal que existe em todos nós.
Quem ganha mais, quem se saiu melhor, quem isso, quem aquilo. Um verdadeiro porre. Talvez seja por isso que só me relaciono com um ou dois amigos daquele tempo. Pela total e completa falta de paciência com os rapapés, conversas triviais e alhures que surgem entre ex-companheiros de juventude.
Nesse ponto até que o tempo tem sido bom comigo. Apesar de me distanciar cada vez mais daquela época feliz e inconsequente, ele também está apagando rostos e personalidades menos importantes com quem convivi, só ficando na memória mesmo os mais interessantes e as experiências que, ao final de tudo, me fizeram de algum modo ser quem eu sou.
Pois é, aprendi isso também: o tempo ajuda a nossa memória a fazer uma bela seleção natural em no baú do passado.
Quando crianças e adolescentes ouvimos nossos pais dizerem que não teremos aquela disposição toda depois de uns anos na "guerra" e ficamos putos, imaginando ser mentira, fruto da inveja que eles possam sentir da nossa juventude e tempo livre.
Aí esse msesmo tempo que não mente e nem sente inveja de nada e o aconchego de um sofá com um bom filme no DVD num final de semana nos fazem ver que, para variar, nossos pais estavam cobertos de razão.
Mas existem também as pessoas que encontramos pelo caminho. Quem nunca se pegou ao final de um curso ginasial ou mesmo superior fazendo juras de amizade eterna, de manter contato e nunca deixar aquele espírito desaparecer?
Qualquer ser humano que passe dos trinta pode contabilizar uma boa centena de "amigos eternos".
Pena que o tempo (sempre ele) e a vida real não respeitam muito essas promessas e acabamos vendo que amigos mesmo só uns poucos e que se de eterno nem nós mesmo somos, que dirá nossas relações pessoais.
Isso tudo tem seu lado bom, é claro. Não sei se gostaria de ver meus amigos de infância ficando calvos, barrigudos e, principalmente, chatos. Pais de família falando de emprego, papinhas e, às vezes, amantes. Deixa isso para os chatos que eu conheci já na idade adulta e que não me decepcionam com sua perda de viço.
Os da faculdade então nem se fala. Éramos dignos membros da juventude médio-abastada do nosso país. Curso superior em instituição particular, todos morando fora porque a faculdade era no interior e todo o tempo do mundo(aí ele agia a favor) para fazer besteiras, experimentar tudo, curtir um ócio às vezes nada criativo e simplesmente ocupar-se em viver.
Formados, todos tornam-se concorrentes. Seja na profissão, seja na vida. A maturidade traz a competição e faz aflorar o animal que existe em todos nós.
Quem ganha mais, quem se saiu melhor, quem isso, quem aquilo. Um verdadeiro porre. Talvez seja por isso que só me relaciono com um ou dois amigos daquele tempo. Pela total e completa falta de paciência com os rapapés, conversas triviais e alhures que surgem entre ex-companheiros de juventude.
Nesse ponto até que o tempo tem sido bom comigo. Apesar de me distanciar cada vez mais daquela época feliz e inconsequente, ele também está apagando rostos e personalidades menos importantes com quem convivi, só ficando na memória mesmo os mais interessantes e as experiências que, ao final de tudo, me fizeram de algum modo ser quem eu sou.
Pois é, aprendi isso também: o tempo ajuda a nossa memória a fazer uma bela seleção natural em no baú do passado.
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